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PANDEMIA

Primeira vacinada, enfermeira é internada com Covid-19 na Bahia

Mulher de 53 anos havia recebido a primeira dose da CoronaVac e iria tomar a segunda em 16 de fevereiro

quarta-feira, 24/02/2021, 15:24 - Atualizado em 24/02/2021, 15:24 - Autor: Com informações R7


Maria Angélica (foto) foi hospitalizada, mas quadro de saúde dela é estável, segundo médica
Maria Angélica (foto) foi hospitalizada, mas quadro de saúde dela é estável, segundo médica | DIVULGAÇÃO/GOVERNO DA BAHIA

Uma das primeiras pessoas que foram vacinadas no Brasil, foi internada em um hospital por complicações causadas pela covid-19, após contrair a doença pouco antes de receber a segunda dose do imunizante, informaram as autoridades de saúde nesta terça-feira (23).

A enfermeira, Maria Angélica de Carvalho Sobrinho, de 53 anos, foi a primeira pessoa a ser vacinada na Bahia e recebeu a dose inicial da CoronaVac no dia 19 de janeiro, mas contraiu a doença três dias antes da segunda aplicação, que estava marcada para 16 de fevereiro.

A infectologista Ceuci Nunes, diretora do Hospital Couto Maia, onde a enfermeira está internada, explica que o caso não é "algo excepcional", já que as vacinas costumam oferecer "maior proteção cerca de 20 dias após a segunda dose".

“Três dias antes da segunda dose, ela estava com mal-estar e febre e resolvemos interná-la para observá-la mais de perto, porque ela precisava de oxigênio”, disse a médica em áudio divulgado pelo Governo da Bahia.

A especialista afirmou que o quadro de saúde do profissional de saúde está estável e que a manifestação da doença também não é um efeito adverso do imunizante.

“Não tem nada a ver com uma reação adversa da vacina. Ela ainda não estava protegida porque só a primeira dose não protege. Ela acabou contraindo o vírus e desenvolveu a doença”, disse.

Ela acrescentou ainda que a eficácia das vacinas é "comprovada cientificamente" para prevenir casos graves da doença.

“As vacinas protegem muito bem contra os casos graves e reduzem as hospitalizações, mas ainda não sabemos se são capazes de reduzir as infecções. Ou seja, posso ser vacinado, infectar, não adoecer e ainda transmitir o vírus”, frisou a médica.

Com cerca de 212 milhões de habitantes, o Brasil é um dos países mais atingidos pela pandemia e já acumula mais de 247 mil mortes e 10,2 milhões de infectados.


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