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Governo estuda antecipar o 13º salário e 14º a aposentados para estimular economia

As medidas seriam uma espécie de 14º salário para trabalhadores que ganham até dois salários mínimos com carteira assinada e injetaria R$ 57 bilhões na economia

sexta-feira, 19/02/2021, 11:04 - Atualizado em 19/02/2021, 15:53 - Autor: Com Informações Estadão


Como forma de estimular a economia sem que aconteça o aumento do endividamento, o governo federal quer antecipar o pagamento do 13º de aposentados e pensionistas do INSS e o abono salarial. As medidas seriam uma espécie de 14º salário para trabalhadores que ganham até dois salários mínimos com carteira assinada e injetaria R$ 57 bilhões na economia. As informações são do Estadão.

A antecipação do abono (Pis/Pasep) já acontece com repasses que chegam a R$ 7,33 bilhões. O pagamento do 13º salário, ainda precisa da definição do calendário, mas o governo calcula um estímulo de R$ 25 bilhões por parcela paga.

O recurso também foi adiantado no ano passado pelo Ministério da Economia, e pagou a aposentadoria ainda em março e maio. A disponibilidade para 2021 depende do caixa do Tesouro Nacional, que precisa administrar RS 700 bilhões, mantendo o compromisso com investidores da dívida pública.

Enquanto ainda há indefinições sobre o auxílio emergencial, o adiantamento é uma das alternativas mais viáveis para conter os efeitos negativos da pandemia.

Isso porque o auxílio depende de dinheiro novo a ser obtido por meio de emissão de dívida pública. As negociações avançam com o valor de R$ 250, mas pode ser elevado para R$ 280 a R$ 320, como querem parlamentares da base aliada do governo. Para isso de fato acontecer, a equipe do ministro Paulo Guedes precisa buscar emplacar medidas de ajuste e compensação econômicas.

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De onde o governo vai tirar dinheiro para pagar novo auxílio emergencial?

Além disso, o governo também estuda direcionar recursos para o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), para o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac) e ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), visando facilitar as operações de crédito para pequenas e médias empresas. As condições para empréstimos seriam facilitadas em troca de uma taxa de juros levemente maior, porém ainda abaixo da cobrada pelos bancos.

Por outro lado, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) abriu uma renegociação de débitos tributários para empresas que postergaram os pagamentos de tributos entre março e dezembro de 2020 e ainda não têm condições de pagá-los. O programa também traz vantagens para pessoas físicas que adquiriram débitos durante a pandemia.

Outra medida que segue em vigor é a redução do salário proporcional à jornada de trabalho.

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