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OPERAÇÃO SPOOFING

Procurador-Geral da República pede investigação contra força-tarefa da Lava Jato

Solicitação foi feita pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na semana passada

quarta-feira, 10/02/2021, 14:59 - Atualizado em 10/02/2021, 14:59 - Autor: Com informações do portal O Globo


Augusto Aras (foto) enviou solicitação À Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público
Augusto Aras (foto) enviou solicitação À Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público | Rosinei Coutinho/STF

O procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou um pedido de investigação à Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra procuradores da força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba. A solicitação havia sido feita pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, na semana passada. As informações são do portal O Globo.

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O presidente do STJ escreveu em seu ofício que o procurador Deltan Dallagnol teria sugerido pedir à Receita Federal uma análise patrimonial dos ministros do STJ, o que poderia configurar uma investigação irregular sobre os ministros na primeira instância, já que eles possuem foro privilegiado.

As revelações sobre o pedido de Deltan foram feitas a partir das mensagens trocadas pelos procuradores da Lava-Jato, que foram roubadas por hackers e depois apreendidas na operação Spoofing. Ontem (9), o Supremo Tribunal Federal autorizou a entrega do conteúdo à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os ex-integrantes da força-tarefa já enviaram um ofício com esclarecimentos ao CNMP. No documento, afirmam que "jamais praticaram qualquer ato de investigação sobre condutas de autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função, sejam ministros do STJ, seja qualquer autoridade". 

Os procuradores argumentaram, ainda, que o material das supostas conversas "tem origem criminosa, sendo fruto da atuação de hackers que invadiram contas pessoais mantidas no aplicativo Telegram por diversas autoridades. Trata-se de material ilícito".

Aras ainda analisa se dará prosseguimento a alguma investigação do ponto de vista criminal sobre os procuradores.

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