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EFICÁCIA COMPROVADA

Médicos dizem que CoronaVac pode fazer covid-19 virar "gripezinha"

"Gripezinha" também foi o termo utilizado pelo presidente Bolsonaro ao qualificar o vírus que já matou quase 200 mil brasileiros

quinta-feira, 07/01/2021, 17:03 - Atualizado em 07/01/2021, 17:03 - Autor: Com informações UOL


Instituto Butantan terá reunião com Anvisa para tratar sobre CoronaVac
Instituto Butantan terá reunião com Anvisa para tratar sobre CoronaVac | ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Os resultados de eficácia da CoronaVac foram comemorados por médicos como sendo "boa" e "excelente" e que seu uso precisa ser "urgente". A vacina em questão teve eficácia de 78% e atenuar os efeitos da doença podem transformá-la em um "resfriadozinho", dizem os especialistas.

"Alcançado esse índice de eficácia, realmente nós vamos chegar que a covid-19, com a CoronaVac, vai se transformar numa gripezinha", diz Alexandre Naime, chefe da infectologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

"Gripezinha" também foi o termo utilizado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, ao qualificar o vírus que já matou quase 200 mil brasileiros. 

De acordo com os dados, a vacina evita em 78% das vezes o desenvolvimento de casos leves da doença causada pelo novo coronavírus. Segundo o Instituto Butantan, responsável pelo imunizante no Brasil, a CoronaVac também evita em 100% o desenvolvimento de formas graves da covid-19. 

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) também avalia como positiva a notícia sobre a eficácia da vacina, mas ainda aguarda os resultados completos dos estudos para uma melhor análise. 

"Precisamos conhecer os dados científicos da pesquisa, mas, pelo resumo que foi apresentado, são ótimos resultados", diz o médico Juarez Cunha, presidente da SBIm. "Tem coisas que não foram apresentadas. A gente não sabe a performance nas diferentes faixas etárias e mesmo das comorbidades", diz. "A gente precisa ter acesso a resultados."

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Ex-diretor do Instituto Butantan, o imunologista Jorge Kalil disse que essa "não é uma eficácia maravilhosa, como a gente conseguiu com a Moderna e a Pfizer, mas é uma eficácia razoável".

"Com 78%, é uma boa vacina, sim", diz o professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). Acho que nós temos que usar essa vacina. Nós temos que usar essa vacina porque é uma vacina que estará disponível no Brasil, e tem uma eficácia perto de 80%, o que é um número muito bom."

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