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Notícias / Notícias Brasil

SEGUNDA ONDA DA COVID-19

Médico de Manaus implora para que população não saia de casa: 'estamos caindo doentes'

Pneumologista está com filha de cinco meses doente e diz que não há mais leitos disponíveis

terça-feira, 05/01/2021, 18:48 - Atualizado em 05/01/2021, 18:48 - Autor: DOL


| Reprodução

O médico pneumologista David Luniere, de Manaus, no Amazonas, gravou um desabafo sobre a situação caótica do sistema de saúde no Estado e fez um apelo para que as pessoas não saiam de casa para protestar contra o lockdown na capital amazonense. O vídeo viralizou nas redes sociais. 

De acordo com informações do Portal do Holanda, David Luniere começou o desabafo ao relatar que a filha dele, de apenas cinco meses, está “há mais de 24 horas com febre”, mas que ele não pode cuidar da bebê por estar na linha de frente no combate à Covid-19. O médico diz que, assim como ele, outros profissionais da saúde passam pelo mesmo sufoco diariamente.

Mas o intuito de David, no vídeo, é falar para as pessoas que pretendem sair de casa para fazer manifestação contra o lockdown em Manaus, mesmo afirmando que entende a situação dos autônomos. O médico relata sobre a total exaustão dos profissionais da saúde e sobre a falta de leitos de UTI após o aumento “avassalador” do número de casos em Manaus. 

“Eu parei para fazer esse vídeo porque eu quero deixar uma coisa bem clara para vocês. Fui ver que as pessoas estão se mobilizando para fazer manifestação para ir para as ruas a partir de amanhã por causa desse lockdown. Entendam, se vocês fizerem isso vão estar pressionando mais ainda o sistema de saúde do Estado. Seja rede pública, seja rede privada. Eu não tô dizendo que o lockdown é bom.  É um remédio amargo, mas para quem tá na linha de frente como nós médicos, os enfermeiros, e os técnicos de enfermagem, principalmente os técnicos de enfermagem, a gente está sobrecarregado, estamos caindo doentes”, desabafa o médico.

“Se vocês fizeram isso agora, daqui a 24h, 48h vão estar inundando de pessoas nos prontos socorros. Eu entendo que ninguém gosta disso, eu não gosto, ninguém gosta, mas para gente [profissionais da saúde] é um alívio. A gente respira porque dessa forma menos pessoas vão procurar o sistema de saúde. Então eu imploro, por favor, não faça isso. Não é a hora de fazer isso. Nós estamos sobrecarregados”, completou o pneumologista no longo desabafo. 

Veja o vídeo na íntegra. 

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