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RACHADINHAS

MP afirma que miliciano Adriano era era parte do esquema de Flávio Bolsonaro

O Ministério Público afirmou que Adriano e seus familiares faziam parte do esquema da rachadinha

terça-feira, 10/11/2020, 20:11 - Atualizado em 10/11/2020, 22:58 - Autor: Com informações do UOL


Adriano foi executado e até hoje o autor do crime não foi identificado.
Adriano foi executado e até hoje o autor do crime não foi identificado. | Reprodução

Lembra do miliciano Adriano da Nóbrega, ex-comandante do BOPE que recebeu inclusive honraria de um dos filhos de Bolsonaro no Rio de Janeiro? O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o senador Flávio Bolsonaro, do Republicanos, afirmando que o miliciano executado na Bahia este ano fazia parte do esquema da rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio.

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A denúncia foi apresentada após a conclusão do inquérito que descreve como funcionava o suposto esquema da rachadinha no gabinete do então deputado estadual. 

De acordo com a denúncia, em 2007, Flávio nomeou Danielle Mendonça da Costa, mulher do ex-PM Adriano da Nóbrega, acusado de comandar um grupo de extermínio e de ter ligação com a milícia no Rio, ao cargo de sua assessora. Em 2015, foi a vez da mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, ocupar o cargo de assessora parlamentar do então deputado. 

O Ministério Público concluiu em sua denúncia que as duas recebiam salário, mas eram funcionárias fantasmas. Além disso, Raimunda, na verdade, era dona de pizzarias que ela mesma administrava e que teriam sido usadas para movimentar parte do dinheiro desviado da Assembleia Legislativa. Os valores obtidos teriam entrado diretamente nas contas de Fabrício Queiroz, através de depósitos ou transferências bancárias.

Adriano foi morto na Bahia em fevereiro deste ano e, segundo aponta a denúncia, ele teria transferido por meio da mãe e da mulher, cerca de R$ 400 mil para Queiroz, acusado de ser o operador de Flávio Bolsonaro.

De acordo com os levantamentos do MP, considerando todo o período de atuação da mulher e da mãe de Adriano da Nóbrega, que se deu entre 2007 e 2018, foram desviados para a organização criminosa mais de R$ 1 milhão.

Mesmo sem nunca ter sido nomeado para cargos na Assembleia Legislativa, o Ministério Público considera que o ex-PM Adriano da Nóbrega também fazia parte do núcleo executivo da organização criminosa, já que era próximo a Fabrício Queiroz e a Flávio Bolsonaro.

A defesa de Flávio Bolsonaro, no entanto, afirmou que o senador não cometeu nenhuma irregularidade, que ele desconhece supostas operações financeiras entre ex-servidores da Alerj, e que os fatos serão esclarecidos no tempo e no foro adequados. Ao mesmo tempo, a defesa de Fabrício Queiroz disse que as imputações não correspondem à verdade, e que isso vai ser demonstrado na defesa judicial.

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