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IMUNIZAÇÃO

Covid-19: Anvisa libera importação doses da vacina CoronaVac da China

Outras 40 milhões de doses deverão ser produzidas pelo Instituto Butantan

sexta-feira, 23/10/2020, 18:52 - Atualizado em 23/10/2020, 18:52 - Autor: Com informações Gauchazh


| Reprodução

As primeiras 6 milhões de doses da CoronaVac foram liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem importadas da China. O órgão divulgou a informação na tarde desta sexta-feira (23). 

O governo paulista fechou contrato com a farmacêutica chinesa Sinovac para a aquisição de 46 milhões de doses da imunização. As outras 40 milhões de doses serão envasadas e rotuladas no Instituto Butantan, em São Paulo. 

A CoronaVac está na terceira fase de testes entre profissionais de saúde brasileiros, inclusive no Rio Grande do Sul. Até agora, 15 mil vacinações foram aplicadas em 9 mil voluntários. Cada participante recebeu duas doses. A meta é ampliar a pesquisa para 13 mil voluntários.

Nesta fase final de testes, metade dos participantes é inoculada com a vacina e a outra metade recebe placebo. Para determinar a eficácia da CoronaVac, é preciso que ao menos 61 participantes sejam contaminados pelo novo coronavírus. Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, poderá ser submetido à avaliação da Anvisa para registro e posterior uso na população.

Para agilizar o processo de análise, a Anvisa reduziu a exigência da documentação e simplificou o processo de registro para que os dados dos estudos sejam enviados durante os trabalhos, e não somente ao final.

Vale lembrar que até momento, apenas dados parciais referentes à segurança da  CoronaVac foram apresentados pelo governo brasileiro e não foram enviados ao órgão de saúde ou publicados em revistas científicas.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro negou que o governo federal comprará a vacina chinesa para imunizar a população, apesar de a compra ter sido anunciada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Segundo o presidente, o motivo é a falta de "credibilidade" e "confiança", e que a China tem um "descrédito muito grande" por parte da população.

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