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VANDALISMO

Igreja Matriz centenária é pichada: "O diabo manda aqui. Vai morrer padre"

quinta-feira, 10/09/2020, 10:06 - Atualizado em 10/09/2020, 10:08 - Autor: Com informações de Diário do Nordeste


Paredes amanheceram com diversas inscrições ameaçadoras.
Paredes amanheceram com diversas inscrições ameaçadoras. | Divulgação

Na madrugada desta quarta-feira (9), a igreja Matriz de São Francisco de Assis, que marca a história da pequena cidade de Cruz, interior do Ceará, com pouco mais de 22 mil habitantes, foi vandalizada. Ameaças de morte, assinaturas de organizações criminosas que atuam no Estado e tristeza no coração dos que habitam o templo centenário foram deixados com o ataque: ‘vai morrer padre’, diz um dos escritos, pichado na toalha do altar do templo. 

Igreja São Francisco de Assis tem paredes pichadas com ameaças e estátuas danificadas em Cruz. — Foto: Divulgação

Nas paredes interiores, frases como “que o diabo tenha pena de vocês” e “o diabo manda aqui”, foram escritas. Conforme a administração da Matriz, um boletim de ocorrência foi registrado na manhã desta quarta. Há pouco menos de um mês, o templo fora saqueado. Contudo, desta vez nada foi levado pelos invasores, que exclusivamente vandalizaram o local. 

Altar da igreja São Francisco de Assis, em Cruz, foi pichado com ameaça a padre. — Foto: Divulgação

Altar da igreja São Francisco de Assis, em Cruz, foi pichado com ameaça a padre. — Foto: Divulgação

“As pichações são muito pesadas. Estamos bem abalados, chocados. Esperamos a justiça divina. Logo teremos respostas, espero. Nosso coração fica muito apertado. Uma igreja centenária sofrer uma agressão dessa machuca, tanto o povo religioso quanto o povo que vê o símbolo histórico que ela é”, conta Mateus Silveira, coordenador da comunicação da pastoral.

Estátuas também foram danificadas  — Foto: Divulgação

Imagens também foram danificadas.

Apesar de haver menções a duas facções criminosas atuantes no Ceará nas pichações, ele não acredita que haja ligação entre elas e o ocorrido. “São inimigas, acredito que colocaram para nos assustar”, diz.  Sobre as ameaças de morte aos dois sacerdotes, Silveira conta que pediu apoio à polícia, mas que a ajuda ainda está incerta.

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