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ALTO ESCALÃO

Guedes diz que presidente e ministros ganham pouco

Segundo o ministro, é difícil atrair profissionais qualificados com as regras atuais - que tendem a ser alteradas nas próximas fases da reforma administrativa

quarta-feira, 09/09/2020, 22:35 - Atualizado em 09/09/2020, 22:42 - Autor: Com informações do UOL


| Reprodução

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (9) que os salários pagos para ocupantes de cargos da alta administração pública, como ministros e o próprio presidente, são baixos e precisam aumentar. Segundo ele, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TCU (Tribunal de Contas da União), por exemplo, precisam ser bem remunerados para se manter interessados nas carreiras.

O ministro declarou que muita gente se preocupa com o teto do funcionalismo — atualmente em R$ 39.293,32 e salário dos ministros do STF — mas ele está preocupado com o contrário.

"O Bruno Dantas (ministro do TCU), em qualquer banco, vai ganhar US$ 4 milhões de dólares por ano. É difícil convencer o Bruno a ficar no TCU porque ele vai receber várias propostas do setor privado", declarou em seminário promovido pelo IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público).

Guedes também disse que é preciso existir uma enorme diferença entre os salários de ministros e dos demais servidores. Segundo ele, se o Brasil continuar no caminho de recuperação econômica e prosperidade será difícil manter gente de qualidade trabalhando na administração pública.


"Tem que haver uma enorme diferença de salários sim. Quantos chegam ao STF ou ao TCU? O secretário do Tesouro ganhava 20 % a mais do que um jovem que foi aprovado em um concurso para a carreira jurídica. Não é razoável. Tem que haver uma valorização da meritocracia", disse Guedes.

Na avaliação do ministro da Economia, o presidente da República, que tem um salário de R$ 30.934,70, deveria receber muito mais. Segundo ele, há uma lógica socialista na remuneração da alta administração público, com valores de salários próximos em relação dos servidores.

"O presidente da República ou um ministro do STF tem que receber muito mais do que recebem hoje. Pela responsabilidade do cargo, pelo peso das atribuições, pelo mérito em chegar a uma posição dessa. E não é nada assim no serviço público brasileiro", declarou.

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