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VACINAR É PRECISO!

Queda de taxa de vacinação ao longo dos anos acende o alerta

segunda-feira, 07/09/2020, 09:24 - Atualizado em 07/09/2020, 09:24 - Autor: Cintia Magno


| Reprodução

Desde que a disseminação do novo coronavírus tomou proporções mundiais, as atenções estão voltadas para o desenvolvimento de uma vacina que consiga proteger contra o causador da Covid-19. Independentemente dessa questão, porém, não se pode negligenciar as vacinas em geral que já são disponibilizadas nas salas de vacinação do país. Ao todo, o Programa Nacional de Imunizações adota uma rotina que inclui 19 vacinas.

Pesquisadora clínica do Instituto Evandro Chagas (IEC), membro da Sociedade Brasileira de Imunizações e da Sociedade Paraense de Pediatria, a médica Consuelo Oliveira considera que o cenário atual da pandemia da Covid-19 é agravado pela reemergência de doenças prevenidas por vacinas, como é o caso do sarampo, que já tinha sido eliminado das Américas em 2016.

“Atualmente os estados do Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram o maior número de casos confirmados de sarampo”, disse,no início de agosto.

Por isso, a pesquisadora destaca a necessidade de encarar a vacinação como uma prioridade. “É muito importante que os pais e responsáveis priorizem a vacinação das crianças e sigam as recomendações da campanha nacional ‘Vacinação em dia, mesmo na pandemia’ pelo grande risco do retorno de doenças eliminadas ou controladas há várias décadas”, alerta.

COBERTURA

Ainda antes do início da pandemia do novo coronavírus, a queda progressiva na taxa de cobertura de vacinas importantes já preocupava. Sem registrar casos no Brasil desde 1989, segundo informações do Ministério da Saúde, a poliomielite, ou paralisia infantil, vem registrando uma queda progressiva na cobertura de vacinação no Pará.

Dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir de informações do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde apontam que a maior taxa de cobertura da vacina contra a poliomielite já registrada no Pará nos últimos 26 anos ocorreu em 2004, quando atingiu 124,94%. De lá para cá, porém, o percentual vem caindo, ano após ano, até chegar a uma taxa de cobertura de 45,59% em 2018,último ano disponível.

Ainda que com oscilações ao longo dos anos, as quedas também são registradas nas taxas de cobertura das vacinas tríplice viral - que previne contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – e a DTP - que previne contra difteria, tétano e coqueluche. No caso da DTP, a taxa de cobertura no Pará passou de 116,01% em 2004 para 34,49% em 2018.

A necessidade de se cumprir a vacinação conforme o cartão das crianças é reforçada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Através de nota enviada no mês passado, a coordenadora do Programa Municipal de Imunização da secretaria, Nazaré Athayde, alerta que não se deve nem mesmo atrasar a vacinação.

“Sabemos que nesse momento de pandemia, no intuito de evitar exposição excessiva e limitar o contato social, os pais e responsáveis optam por adiar a vacinação de seus filhos, o que consideramos uma atitude equivocada, visto que a interrupção, mesmo que seja temporária, pode gerar a médio e longo prazo consequências graves, como: o recrudescimento de doenças já controladas no país e o aumento de surtos de doença, tais como a meningite, sarampo, pneumonia entre outas”, contextualiza. “A Sesma recomenda que o calendário de vacinação, em nenhuma hipótese, seja adiado ou interrompido, visto que é um serviço essencial”.

De acordo com nota enviada pela Sesma, “todas as salas vacinação do município de Belém estão abastecidas e funcionando diariamente, de segunda-feira a sexta-feira, no horário de 8 às 17h”, período no qual os pais devem procurar o serviço de acordo com os prazos indicados nos cartões de vacinação das crianças.

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