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46% dos brasileiros desaprovam governo Bolsonaro

Nova rodada da pesquisa ‘DIÁRIO/DataPoder360’ aponta oscilação na avaliação do Governo Federal e entrevistados opinam ainda sobre comércio e o uso da cloroquina Nova rodada da pesquisa ‘DIÁRIO/DataPoder360’ aponta oscilação na avaliação do Governo Federal e entrevistados opinam ainda sobre comércio e o uso da cloroquina Nova rodada da pesquisa ‘DIÁRIO/DataPoder360’ aponta oscilação na avaliação do Governo Federal e entrevistados opinam ainda sobre comércio e o uso da cloroquina.

sábado, 25/07/2020, 08:07 - Atualizado em 25/07/2020, 09:24 - Autor: Luiza Mello/De Brasília


A estratégia de Bolsonaro de se manter mais recluso tem sido positiva para o governo, segundo pesquisa.
A estratégia de Bolsonaro de se manter mais recluso tem sido positiva para o governo, segundo pesquisa. | Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nova rodada da pesquisa ‘DIÁRIO/DataPoder360’ mostra que o silêncio do presidente Jair Bolsonaro nos últimos dias, provocado pelo confinamento involuntário no Palácio da Alvorada, depois que foi diagnosticado com a Covid-19, está resultando em bons frutos para sua imagem mediante a opinião pública. Os dados apontam que, após estabilizar nas últimas semanas, a curva de avaliação do chefe do Executivo começa agora a voltar ao seu patamar pré-pandemia. A avaliação positiva do governo oscilou um ponto para cima, de 29% para 30%, e a avaliação negativa do governo caiu de 46%, há duas semanas, para 43% agora. A avaliação regular do governo também aumentou 3 pontos percentuais, de 20% para 23% agora.

A 6ª rodada da pesquisa, realizada numa parceria entre o DIÁRIO e o Instituto DataPoder, realizada entre os dias 20 a 22 de julho, por telefone, realizou 2.500 entrevistas em 560 municípios nas 27 unidades da Federação.

Há seis semanas, o governo era rejeitado por 50% e aprovado por 41%. A diferença era de nove pontos. Hoje, a rejeição recuou para 46%, e a aprovação foi a 43%. A alta na aprovação do presidente ocorre exatamente quando ele está isolado, e deixou de falar com seus apoiadores e com a imprensa na entrada do Palácio da Alvorada, interrompendo a série de ataques a adversários e a integrantes dos outros Poderes da República. Bolsonaro foi diagnosticado em 7 de julho. De lá para cá, já fez mais 3 exames que continuam dando resultado positivo para a Covid-19.

O governo Bolsonaro segue sendo melhor avaliado nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sul entre os homens, e entre pessoas com nível de instrução até o ensino fundamental, o que já havia sido verificado na última rodada, conferindo ser essa avaliação consequência do pagamento do auxílio emergencial. Já a avaliação negativa, quando um entrevistado avalia o governo como ruim ou péssimo, é maior entre as mulheres, pessoas com ensino superior e entre pessoas com renda superior a 10 salários mínimos.

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Nessa nova rodada a pesquisa voltou a verificar a avaliação do governo Jair Bolsonaro entre as pessoas que recebem o auxílio emergencial. Os dados indicam que a aprovação do governo do presidente entre os que receberam ou estão aguardando para receber o auxílio é de 52%. A desaprovação da administração federal ficou em 38%.

A pesquisa mostra que os beneficiários do auxílio emergencial passaram a avaliar melhor a administração federal nas últimas duas semanas, seguindo a tendência do resultado geral. Houve alta de 6 pontos percentuais em relação ao último levantamento (6 a 8 de julho), quando a taxa de aprovação do governo por esse grupo era de 46%.

Já a desaprovação se manteve estável em 38% entres os beneficiários do auxílio, depois de queda nos últimos levantamentos. Há 15 dias era de 39%. A taxa é 7 pontos percentuais inferior à avaliação nacional (46%). Há um mês 44% dos beneficiários rejeitavam o governo.

QUARENTENA

Os dados da pesquisa DIÁRIO/DataPoder360 mostram também que os brasileiros ou já cansaram do estado de quarentena e distanciamento social ou já aceitaram e estão aprendendo a viver com a presença constante do novo coronavírus. Ao mesmo tempo em que o percentual de pessoas que já foram infectadas ou conhecem alguém que foi infectado se manteve estável, diminuiu o número de pessoas que acham que têm chance de morrer e aumentou o percentual de respondentes que afirmaram haver saído de casa nas últimas semanas e que acham que já está na hora de os jovens voltarem ao trabalho.

O percentual de pessoas que dizem ter medo de morrer se pegarem o novo coronavírus caiu de 31% para 25% em duas semanas. Já o número de brasileiros e brasileiras que afirmaram haver saído de casa nas últimas duas semanas aumentou de 38% para 45%, o maior percentual registrado desde abril. E pela 1ª vez desde abril o percentual de pessoas afirmando que os mais jovens já podem voltar a trabalhar (51%) é maior do que o de pessoas que afirmam que é melhor que todos fiquem em casa (40%).

O DIÁRIO/DataPoder360 perguntou também se caso as pessoas pegassem o novo coronavírus elas usariam cloroquina. O resultado mostra um empate com 43% dizendo que sim, tomariam cloroquina e 42% dizendo que não, não tomariam o remédio. Outros 15% dos entrevistados preferiram não responder. Os que mais tendem a rejeitar o tratamento são pessoas com nível de instrução até o ensino superior.

O dado mais interessante é o que mostra a correlação entre propensão a tomar cloroquina e a avaliação do governo Bolsonaro. Entre os que avaliam o governo como ótimo ou bom a disposição a tomar cloroquina chega a 72%. Já entre os que avaliam o governo negativamente, a rejeição a tomar cloroquina é de 72%.

Outro dado importante levantado pelo DIÁRIO/DataPoder360 é a percepção de 60% dos brasileiros de que o país ainda não está pronto para a reabertura do comércio e de todos os negócios da economia em nível nacional. Somente 29% dos entrevistados acham que o país está pronto para a reabertura da economia. Quem mora nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste são os que mais tendem a apoiar a reabertura do comércio em nível nacional.

Diário do Pará
 


A estratégia de Bolsonaro de se manter mais recluso tem sido positiva para o governo, segundo pesquisa.
A estratégia de Bolsonaro de se manter mais recluso tem sido positiva para o governo, segundo pesquisa. | Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A estratégia de Bolsonaro de se manter mais recluso tem sido positiva para o governo, segundo pesquisa. | Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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