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DESBLOQUEIO DE CONTAS

"Faltou planejamento", diz federação de bancários da Caixa

quinta-feira, 23/07/2020, 22:51 - Atualizado em 23/07/2020, 22:58 - Autor: Com informações da Fenae


Filas também foram registradas em agências de Belém
Filas também foram registradas em agências de Belém | Ricardo Amanajás/Diário do Pará

Após dois dias de retorno das longas filas e aglomerações em agências da Caixa Econômica Federal em diferentes locais do país, a direção do banco divulgou, só nesta quinta-feira (23), um calendário de atendimento aos beneficiários do auxílio emergencial que tiveram a conta social digital bloqueada.

Na última terça-feira (21), o banco bloqueou cerca de 3,1 milhões de contas — acessadas por meio do aplicativo Caixa TEM — por suspeitas de fraudes no recebimento do benefício ou inconsistências de documentação.

“Mais uma vez, o presidente da Caixa [Pedro Guimarães] demonstra que não está preocupado com a vida nem da população nem dos bancários”, ressalta o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

“De forma atabalhoada, manda milhares de pessoas se dirigirem às agências, sem nenhum planejamento, demonstrando novamente falta de capacidade administrativa e expondo tantas pessoas a transtornos como este e à contaminação pelo coronavírus”, acrescenta.

Conforme lembra Takemoto, além do bloqueio das contas nesta semana, intermitências no aplicativo para a movimentação do auxílio de R$ 600 e também do FGTS emergencial, registradas nos últimos dias, também ocasionaram filas em agências de diversos estados, como Rio de Janeiro, Bahia e Amapá, entre outros.

“É evidente que as fraudes devem ser combatidas. Mas, não seria possível planejar melhor esse deslocamento às agências para não colocar a saúde e a vida das pessoas em risco?”, analisa o presidente da Fenae.

Em reportagem publicada hoje na imprensa, Pedro Guimarães, ao falar sobre os golpes virtuais cometidos por hackers — ação que também levou ao bloqueio das mais de 3 milhões de contas digitais — disse que a Caixa vai “ressarcir” as contas invadidas. “Mas, pode demorar. Então, se demorar duas ou três semanas para provar, é um tempo em que pessoas carentes vão ficar sem o recurso”, afirmou o presidente do banco.

CALENDÁRIO

De acordo com a direção da Caixa, 51% dos bloqueios foram motivados por suspeita de fraude no benefício. Nesses casos, o beneficiário deverá ir a uma agência do banco, com documento de identidade, para solicitar o desbloqueio. É preciso, contudo, seguir um calendário, que vai até o final de agosto e tem como referência o mês de nascimento do beneficiário:

 

Nascidos em janeiro, fevereiro e março — desbloqueio até 24 de julho

Nascidos em abril e maio — desbloqueio de 27 a 31 de julho

Nascidos em junho e julho — desbloqueio de 3 a 7 de agosto

Nascidos em agosto, setembro e outubro — desbloqueio de 10 a 14 de agosto

Nascidos em novembro e dezembro — desbloqueio de 17 a 21 agosto

 

Ainda segundo a Caixa, os beneficiários que precisarem comparecer a uma unidade do banco para fazer o desbloqueio da conta serão informados por meio do aplicativo Caixa TEM, com a mensagem: “É necessário regularizar o seu acesso. Procure uma agência de acordo com o seu calendário de recebimento”.

 Os 49% das contas que tiveram seus acessos suspensos foram bloqueadas, conforme o banco, por inconsistências de documentação. Estes casos podem ser resolvidas pelo app Caixa TEM.

SOBRECARGA

Sérgio Takemoto observa que os bancários da Caixa vêm realizando, desde o início da pandemia, um trabalho essencial à população; especialmente, aos mais de 65 milhões de beneficiários do auxílio emergencial.

O presidente da Fenae também observa que o atendimento nas agências foi antecipado em duas horas, todos os dias, e que os empregados ainda têm trabalhado em diferentes sábados para garantir assistência a quem precisa do banco público.

“Os trabalhadores estão estafados. O trabalho só aumenta, sem contrapartida na segurança”, relata o presidente da Fenae. “O que queremos é que a Caixa dê suporte para quem está na linha de frente. Os colegas estão se sentindo desamparados, pois os protocolos [de segurança e prevenção à saúde] nem sempre são seguidos do jeito ideal. A desinfecção também deixa a desejar. As pessoas estão estressadas e com medo de ir trabalhar”, afirma Takemoto.

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