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VACINA

Ratos usados em pesquisas de covid-19 viram alvo de disputa mundial

terça-feira, 14/07/2020, 15:47 - Atualizado em 14/07/2020, 15:47 - Autor: Com informações R7


Cientistas da Fiocruz estão na ‘fila’ para adquirir animais de laboratório geneticamente modificados, que podem ser infectados pelo novo coronavírus
Cientistas da Fiocruz estão na ‘fila’ para adquirir animais de laboratório geneticamente modificados, que podem ser infectados pelo novo coronavírus | Reprodução

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou na manhã desta terça-feira (14) que pesquisa a vacina contra covid-19 está há semanas esperando uma encomenda chegar dos Estados Unidos para dar início aos testes de eficácia da imunização.

A fundação fez o pedido em abril de três casais de camundongos transgênicos, um dos poucos no mundo capazes de serem infectados pelo vírus que causa a covid-19. Além da demanda do Brasil, o Jackson Laboratory tem uma fila de pedidos de cientistas do mundo inteiro.

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Camundongos de laboratório comuns não são suscetíveis ao vírus que causa a doença. Ou seja, mesmo em contato direto com o agente patogênico, a probabilidade de ficarem doentes é muito pequena.

O k18-hACE2, como foi batizado o modelo vendido pela instituição, foi geneticamente modificado justamente para ser infectado pelo Sars-Cov-2 e, por isso, é uma peça fundamental nas pesquisas envolvendo o novo coronavírus.

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O coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCTV) e coordenador da equipe da Fiocruz Minas, Ricardo Gazzinelli, informou que  a demanda é concentrada porque o laboratório é possivelmente o único a produzir em escala "comercial" esses camundongos geneticamente modificados.

Vacinas brasileiras

A iniciativa da Fiocruz  é voltada para o desenvolvimento de uma vacina com o vírus da influenza atenuado que funcionaria, assim, tanto para a imunização contra a influenza quanto contra a covid.

A ideia é que ela seja administrada por via nasal, local em que há grande concentração dos receptores usados pelo novo coronavírus. A substância então entraria nas células e induziria a produção de anticorpos contra o Sars-Cov-2.


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