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CAPTURADA

Estudante entra em coma após ser picado por cobra naja 

quinta-feira, 09/07/2020, 13:50 - Atualizado em 09/07/2020, 13:50 - Autor: Com informações do Correio Braziliense


| Reprodução

A cobra naja que picou o estudante Pedro Henrique Santos Krambeck, 22 anos, foi encontrada e capturada. O Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) resgatou o animal no shopping Pier 21 nesta terça-feira (07).

As informações sobre o animal foram oferecidas por familiares da vítima.

Um amigo do estudante foi convencido por policiais do Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA), a informar o local exato do bicho. De acordo com ele, a cobra foi deixada nas proximidades do shopping, “num local escuro e atrás de um morro de areia”, conforme descreve o comandante do BPMA, major Elias Costa.

 

“O animal, aparentemente, passa bem. O local onde está condicionado é ideal para esse tipo de animal, caso alguém queira levá-lo para algum lugar. Muito embora seja um animal bem agressivo, nós não o encontramos agressivo, está bem tranquilo”, detalha o major.

 Com aproximadamente 1,5m, a cobra foi encaminhada ao Zoológico de Brasília e ficará, por enquanto, no recinto serpetário.  

Em contato com o amigo de Pedro, descobriram que a naja estava com ele. "Ele se disponibilizou a entregar a cobra. Negociamos a todo instante. Mas, em determinado momento, ele disse que devolveria a naja para a Polícia Militar", detalhou o delegado.

ACIDENTE

Internado no Hospital Maria Auxiliadora, Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl está em coma, internado na unidade de terapia intensiva (UTI). O soro antiofídico chegou em Brasília apenas na madrugada desta quinta-feira (09), ele é necessário para o tratamento do veneno, que é estocado pelo Instituto Butantan em São Paulo.

Estudante de veterinária, o jovem apresentou uma melhora no fim da tarde desta quarta (08). Durante esta madrugada, Pedro sofreu um choque anafilático, consequência de uma reação alérgica grave, e a administração do soro precisou ser interrompida. Só após um período de mais de seis horas em observação, a equipe médica pôde continuar o procedimento. Ainda assim, o estudante precisou ser submetido a hemodiálise, com o intuito de remover substâncias tóxicas do sangue. 

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