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LEVANTAMENTO

Pesquisa mostra que avaliação ruim de Jair Bolsonaro se mantém

Levantamento do DIÁRIO/DataPoder 360 mostra que maioria dos entrevistados considera Governo do presidente péssimo ou regular, e que maioria da população acredita no envolvimento dele no caso Queiroz.

sábado, 27/06/2020, 08:28 - Atualizado em 27/06/2020, 10:58 - Autor: Luiza Mello/De Brasília


O governo do presidente Jair Bolsonaro tem 41% de aprovação e 49% de desaprovação.
O governo do presidente Jair Bolsonaro tem 41% de aprovação e 49% de desaprovação. | Agência Brasil

A nova rodada da pesquisa DIÁRIO/DataPoder360, mostra um raro momento de calmaria no cenário nacional. Realizada entre os dias 22 e 24 de junho, as respostas dadas por 2.500 entrevistados em 549 municípios nas 27 unidades da Federação revelam um curto período de estabilidade política. A avaliação do trabalho do presidente Jair Bolsonaro se manteve no mesmo patamar em que estava há duas semanas. Tanto a percepção positiva, quanto a negativa do governo oscilaram 1 ponto percentual para cima. Os números de aprovação e desaprovação também se mantiveram estáveis em comparação com a pesquisa passada, realizada entre 8 e 10 de junho: o governo do presidente Jair Bolsonaro tem 41% de aprovação e 49% de desaprovação.

A aprovação do governo entre os brasileiros que receberam ou estão aguardando receber o auxílio emergencial é de 45%. Na última pesquisa, realizada há 14 dias, era de 48%. Essa variação está dentro do limite da margem de erro. A taxa continua superior à aprovação da população geral (41%).

Hoje, os brasileiros que receberam ou aguardam receber o dinheiro somam 33% e 14% da população, respectivamente. O benefício está sendo disponibilizado em três parcelas. Começou a ser pago em abril e já atendeu a mais de 64 milhões de pessoas, segundo dados da Caixa Econômica Federal. A última parcela está começando a ser paga agora. A desaprovação do governo dentro desse grupo de beneficiários do auxílio emergencial é de 44%. Há duas semanas era de 42%, ou seja, manteve-se estável, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais. A taxa também continuou menor que a média geral (49%).

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na última quinta, 25, que estuda liberar outras três parcelas adicionais do auxílio em valores decrescentes: R$ 500, R$ 400 e R$ 300. Quando se leva em conta o rendimento dos entrevistados, a taxa de aprovação do governo Bolsonaro mais alta está exatamente no grupo dos mais pobres (os que não têm renda fixa) –justamente quem recebe o auxílio emergencial de R$ 600.

ESPAÇO

O percentual positivo para o presidente é igual, considerando a margem de erro, entre homens e mulheres: 42% e 40%, respectivamente, aprovam a administração federal. Considerando o nível de escolaridade, os que cursaram ensino superior são os que mais desaprovam o chefe do Executivo: 66% nesse estrato.

Pessoas com ensino superior, com renda acima de 10 salários mínimos e com idades de 16 a 25 anos são as que apresentam maior tendência a avaliar o governo Bolsonaro como ruim ou péssimo. Já pessoas com idades acima de 60 anos, habitantes do Centro-Oeste, com nível de instrução até o ensino fundamental e renda de até 2 salários mínimos são as que tendem a melhor avaliar o governo. As regiões Centro-Oeste e Norte também são onde o governo lidera em aprovação no país: com 52% e 48%, respectivamente. Já no Nordeste, 59% dizem desaprovar o militar.

O cruzamento entre avaliação e aprovação mostra que, assim como no levantamento realizado há 14 dias, há pouco espaço para uma queda contínua da popularidade de Bolsonaro. Metade do grupo que avalia o governo como regular tende a aprovar o governo do presidente. A aprovação ao presidente supera sua desaprovação apenas nas regiões Centro-Oeste e Norte.

O percentual de pessoas que acreditam que Bolsonaro não deve mais ser presidente aumentou 4 pontos percentuais, de 48% há duas semanas para 52% agora. É a primeira vez que a pesquisa DIÁRIO/DataPoder360 registra uma maioria a favor da saída do presidente. Ao mesmo tempo, diminuiu o número de pessoas favoráveis a permanência de Bolsonaro na Presidência, de 43% em 10 de junho para 38% agora. Os mais jovens, pessoas com ensino superior e com renda acima de 10 salários mínimos são os que mais desejam a saída de Bolsonaro.

A pesquisa DataPoder360 aponta também uma estabilização no percentual de pessoas que disseram ter sido infectadas ou conhecer alguém próximo que foi infectado pelo novo coronavírus. É a primeira vez que esse número não aumenta de uma rodada para a outra, aponta a pesquisa. De 22 a 24 de junho, 38% dos entrevistados disseram já ter sido infectados ou conhecer alguém que foi infectado pela covid-19, 59% responderam negativamente e 3% não souberam dizer. Os números são idênticos aos da rodada passada da pesquisa.

Em todo o país, o percentual de pessoas que afirmaram ter saído de casa para trabalhar nas últimas duas semanas também segue estável, mesmo com o início da reabertura do comércio em várias regiões. Um pouco mais de 1/3 dos entrevistados disseram ter saído para trabalhar nos últimos 14 dias, enquanto 63% disseram ter permanecido em casa no período.

A percepção sobre os impactos socioeconômicos da crise do coronavírus é outro dado que se manteve estável de acordo com a pesquisa DIÁRIO/DataPoder360. Quase 2/3 dos entrevistados afirmaram ter tido emprego ou fonte de renda prejudicados por causa da crise. Um percentual quase similar (64%) disse ter deixado de pagar alguma conta no último mês por causa do coronavírus. As pessoas mais afetadas seguem sendo os mais jovens, habitantes do Norte e Nordeste do país e pessoas desempregadas ou sem renda fixa.

Infográfico/Diário do Pará
 


O governo do presidente Jair Bolsonaro tem 41% de aprovação e 49% de desaprovação.
O governo do presidente Jair Bolsonaro tem 41% de aprovação e 49% de desaprovação. | Agência Brasil
O governo do presidente Jair Bolsonaro tem 41% de aprovação e 49% de desaprovação. | Agência Brasil

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