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ENTREVISTA

Advogado diz que abrigou Queiroz porque queriam matá-lo e culpar Bolsonaro

sexta-feira, 26/06/2020, 15:46 - Atualizado em 26/06/2020, 15:46 - Autor: Com informações Veja


Segundo Wassef, o presidente e o senador não tinham conhecimento de que Queiroz estava em sua casa.
Segundo Wassef, o presidente e o senador não tinham conhecimento de que Queiroz estava em sua casa. | Reprodução

O advogado Frederick Wassef disse, em entrevista para a revista "Veja", que abrigou Fabrício Queiroz em sua residência em Atibaia porque tinha informações de que havia um plano para matá-lo e responsabilizar a família Bolsonaro pelo possível crime. 

Segundo Wassef, o presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro não tinham conhecimento de que Queiroz estava em sua casa, onde o ex-servidor foi preso na última semana. O ex-assessor de Flávio é considerado peça-chave no caso das "rachadinhas", sendo suspeito dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e organização criminosa.

"Passei a ter informações de que Fabrício Queiroz seria assassinado. O que estou falando aqui é absolutamente real. Eu tinha a minha mais absoluta convicção de que ele seria executado no Rio de Janeiro. Além de terem chegado a mim essas informações, eu tive certeza absoluta de que quem estivesse por trás desse homicídio, dessa execução, iria colocar isso na conta da família Bolsonaro. Havia um plano traçado para assassinar Fabrício Queiroz e dizer que foi a família Bolsonaro que o matou em uma suposta queima de arquivo para evitar uma delação", disse o advogado à revista. 

Wassef explicou ainda que formou a convicção por meio de "informações absolutamente procedentes", mas não explicou quais seriam. Ele alegou que agiu por conta própria para evitar que "fizessem um inferno" na vida do presidente.

"Eu tive informações absolutamente procedentes e formei a minha convicção de que iriam matar Queiroz e iriam colocar a culpa no presidente Bolsonaro para fazer um inferno da vida dele. Na verdade, seria uma fraude. Algo parecido com o que tentaram fazer no caso Marielle, com aquela história do porteiro que mentiu." disse. 

O advogado referiu-se ao depoimento de um porteiro do prédio em que Bolsonaro tem uma casa no Rio, assim como o policial reformado Ronnie Lessa, suspeito de envolvimento no crime. O funcionário alegou que um homem chamado Jair teria autorizado a entrada de Élcio Queiroz, outro suspeito do crime, no condomínio e, posteriormente, a Polícia desmentiu a informação. 

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