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SOLIDARIEDADE

ONU lamenta morte de João Pedro e faz apelo pela juventude negra do Brasil

sábado, 23/05/2020, 14:58 - Atualizado em 23/05/2020, 15:28 - Autor: Com informações de Metrópoles


A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu uma nota, em solidariedade aos familiares de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, que morreu nessa segunda-feira (18) durante uma operação policial, na comunidade do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ).

Menino de 14 anos morre baleado em operação da polícia 

Casa onde menino de 14 anos foi morto tem cerca de 70 marcas de tiro

O texto publicado na última sexta-feira (22), também registra um apelo pela vida da juventude negra no Brasil. “A morte de João Pedro, assim como a de muitos e muitas adolescentes e jovens, majoritariamente negros e do sexo masculino, nos mostra o quão urgente é a necessidade de intensificar esforços e investimentos para reverter esse quadro”, afirmou a ONU.

No documento, a ONU também destacou as inconsequências de algumas ações de forças de segurança. “Nos preocupa particularmente o aumento de letalidade em consequência de ações das forças de segurança. João Pedro é mais um desses adolescentes negros que não atingiu a juventude, não conseguiu vencer o conjunto de vulnerabilidades às quais esteve sujeito em sua curta existência.”

“Adolescentes como João Pedro têm muitos nomes”

A morte prematura do adolescente João Pedro mobilizou todo o Brasil, mas infelizmente ele não foi o primeiro. “Adolescentes como João Pedro têm muitos nomes e estão em todo o país. Cada vida conta e a violência letal contra adolescentes e jovens não deve ser naturalizada, transformando-se em lamentável estatística. No Brasil, o homicídio configura-se hoje como a principal causa de morte de adolescentes e jovens”, ressaltou a ONU.

Bala que matou João Pedro é do mesmo calibre de fuzil usado por policiais 

Estratégias e políticas de proteção social

Por fim a nota também chama a atenção para a necessidade de intensificação de estratégias e políticas de proteção social, prevenção, acolhimento, justiça, reparação, e campanhas públicas, conforme recomendações da Década Internacional de Afrodescendentes, do plano de Ação da Conferência Internacional contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de Discriminação; a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial; e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

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