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INTOLERÂNCIA

Aluna de escola particular é vítima de racismo por colegas

quinta-feira, 21/05/2020, 13:33 - Atualizado em 21/05/2020, 13:33 - Autor: ( com informação do portal Último Segundo )


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Mais um caso de racismo no Brasil viralizou na internet. A vítima dessa vez foi Ndeye Fatou Ndiaye, de 15 anos. Mensagens ofensivas feitas por 4 alunos do Colégio Franco-Brasileiro, Zona Sul do Rio de Janeiro, em um grupo de WhatsApp se referindo a Fatou (que estuda também na mesma instituição), caíram na internet e acenderam um grande debate sobre intolerância racial.

A jovem, que estuda no colégio desde que tinha 5 anos de idade, conta que descobriu as mensagens através de um amigo que participava do grupo onde elas foram enviadas. Após sair da conversa, o rapaz tirou "prints", e encaminhou para a menina.

"Qualquer pessoa negra num ambiente cheio de brancos enfrenta o racismo diariamente. A gente olha as mensagens enviadas e pensa que é algo que se dizia 300, 400 anos atrás. Não devíamos estar vendo isso em 2020", protesta a jovem.

O pai das meninas, Mamour Sop Ndiaye, de 45 anos, esteve em reunião com o colégio nesta última quarta-feira (20), onde foi informado que um ofício foi encaminhado para o Conselho Tutelar e que, por ora, a instituição não tomará outras providências.

"Enquanto o colégio não apresentar resultados que me garantam a segurança das minhas filhas e de todas as mulheres negras que frequentam aquele ambiente, elas não voltam às aulas. Desde que minha filha estava na quarta série, já fui chamado muitas vezes à escola e nunca é um problema de desempenho, mas sempre questões raciais. Se você está num local onde as pessoas não podem aceitar a diversidade, é um perigo, a meu modo de ver", afirma o professor universitário, que veio do Senegal para o Brasil há 22 anos.

AS MENSAGENS

Nas mensagens, um dos estudantes questiona se os colegas teriam relações sexuais com a atriz Bruna Marquezine em troca de um abraço de Fatou. Um deles responde: “tem que ficar de molho depois, né” (sic).

Foto: Reprodução
 

Os autores das mensagens fazem, ainda, uma série de declarações racistas comparando negros a objetos comercializáveis. Um deles chega a dizer que “venderia” a colega em um site de negócios quando ela completasse 18 anos, “que aí vale mais”. Um dos adolescentes também sugere pintar duas outras colegas de marrom e comprá-las, ao que outro responde: “quando a gente usar demais, a gente vende na OLX”. 

POSICIONAMENTO DO COLÉGIO

O colégio divulgou uma nota de repúdio ao crime e informou que está “analisando todos os fatos para que sejam tomadas as devidas providências.” A instituição também disse que os membros da equipe pedagógica estão “profundamente indignados com o ocorrido”.

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