Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
30°
cotação atual R$

Notícias / Notícias Brasil

ALERTA!

OMS recomenda que cloroquina só seja usada em experimentos, sob supervisão

quarta-feira, 20/05/2020, 16:35 - Atualizado em 20/05/2020, 15:34 - Autor: FOLHAPRESS


| Reprodução/Agência Pará

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira (20) que não recomenda que cloroquina e hidroxicloroquina sejam usadas no tratamento de Covid-19 (doença provocada pelo coronavírus).

Segundo o diretor-executivo da organização, Michael Ryan, as drogas devem ser usadas apenas em estudos clínicos, em hospitais e sob supervisão médica, pois apresentam efeitos colaterais.

Nesta quarta, após determinação do presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde alterou o protocolo para permitir o uso dos medicamentos também por pacientes com sintomas leves do novo coronavírus. Até então, a orientação era de uso apenas por pacientes graves e críticos e com monitoramento em hospitais.

Ryan afirmou que, "neste estágio, não há evidências" de que cloroquina e hidroxicloroquina sejam efetivas no tratamento da Covid-19 ou na profilaxia para não contrair a doença.

Ministério da Saúde deve lançar novo protocolo para uso de cloroquina

Sespa confirma 2 mortes e 57 casos de covid-19 hoje no Pará; total de óbitos chega 1.634

"Na verdade, pelo contrário. Várias autoridades de saúde já alertaram para seus efeitos colaterais e muitos países limitaram seu uso para estudos clínicos", disse o diretor da OMS.

Ryan disse que os países são soberanos para aconselhar seus cidadãos sobre o uso de qualquer medicamento, mas, "como OMS, nós recomendamos que, no caso da Covid-19, cloroquina e hidroxicloroquina sejam usadas apenas em experimentos clínicos".

Ele ressalvou que isso não se aplica a outras doenças para as quais as drogas já foram licenciadas (como a malária, por exemplo).

As drogas fazem parte do estudo internacional Solidarity, coordenado pela OMS, que avalia também remdesivir, lopinavir com ritonavir e esses dois medicamentos associados com interferon beta-1a.

Segundo a líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove, o estudo ainda está em curso, com mais de 3.000 pacientes em 245 de 18 países. Outros 12 estão à espera de iniciar testes (a organização não fornece a lista dos participantes).

Na última sexta (18), em discurso em assembleia virtual da organização, ministro interino da Saúde brasileiro, general Eduardo Pazuello, disse que "gostaria de reforçar o compromisso do Brasil em apoiar e participar de iniciativas internacionais" e citou o estudo Solidarity.

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS