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INQUÉRITO ABERTO

Bolsonaro trocou segurança antes de reunião, o que contradiz sua versão

sábado, 16/05/2020, 08:22 - Atualizado em 16/05/2020, 07:22 - Autor: Com informações UOL


O Diário Oficial da União mostra que Bolsonaro na verdade promoveu o responsável pela segurança pessoal, em vez de demitir por descontentamento com o rendimento.
O Diário Oficial da União mostra que Bolsonaro na verdade promoveu o responsável pela segurança pessoal, em vez de demitir por descontentamento com o rendimento. | Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro falou sobre a divulgação de trechos transcritos da reunião ministerial de 22 de abril, e disse que seu posicionamento se referia à sua segurança pessoal e à de sua família quando disse que não conseguia trocar o comando da "segurança" no Rio de Janeiro. No entanto, ele fez trocas nessa área antes da reunião que é apontada pelo ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) como prova de interferência presidencial na Polícia Federal.

O Diário Oficial da União mostra que Bolsonaro na verdade promoveu o responsável pela segurança pessoal, em vez de demitir por descontentamento com o rendimento. O general André Laranja Sá Corrêa, passou a ser o comandante da 8ª Brigada de Infantaria do Exército, em Pelotas (RS). A contradição foi apontada na última quinta-feira (14) pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

O decreto de Bolsonaro foi publicado no Diário Oficial no dia 26 de março de 2020, pouco menos de um mês antes da reunião na qual ele afirma ter reclamado da dificuldade de fazer mudanças na sua segurança, e não na Polícia Federal, como alega Moro. A promoção do general André Laranja passou a valer a partir do dia 31 de março.

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Para assumir o comando após a promoção de Sá Corrêa, o presidente escolheu o então diretor-adjunto da Segurança Presidencial, Gustavo Suarez. O que também não aponta insatisfação com o rendimento da área. À TV Globo, o Planalto não respondeu sobre quais seriam as dificuldades que Bolsonaro alegava ter para fazer trocas na segurança.

"Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar f. minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura. Vai trocar, se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira", disse o presidente de acordo com a transcrição do vídeo da reunião feita pela AGU (Advocacia-Geral da União).

Houve também uma outra troca no GSI no dia 28 de fevereiro, quase dois meses antes da reunião ministerial com Moro. Publicado no Diário Oficial, de 2 de março, o decreto mostra que o coronel Luiz Fernando Cerqueira foi substituído pelo tenente coronel Rodrigo Garcia Otto como chefe do escritório de representação do órgão no Rio de Janeiro.

O governo assegura que o presidente se referia na reunião à segurança pessoal dele e de sua família, e que a ameaça de "demitir o ministro" não se referia ao então titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, já que a segurança presidencial é uma atribuição do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), do general Augusto Heleno, ministro-chefe da pasta.

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