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PANDEMIA

Endêmico: saiba o que é o possível próximo estágio do covid-19

sexta-feira, 15/05/2020, 15:08 - Atualizado em 15/05/2020, 14:07 - Autor: Com informações de UOL


| Reprodução: Freepik

A  Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou esta semana, que não é possível prever quando, e se, o novo coronavírus (Sars-CoV-2) vai desaparecer, afirmando ainda que ele pode se tornar endêmico —assim como outros vírus, como o HIV.

"É importante colocar isso sobre a mesa. Esse vírus pode se tornar mais um vírus endêmico em nossa comunidade E pode nunca desaparecer. O HIV nunca desapareceu. Encontramos as terapias e as pessoas não têm mais o mesmo medo", disse Mike Ryan, especialista em emergências da OMS durante entrevista. "Precisamos ser realistas", afirmou.

Mike ainda lembra que a descoberta da vacina não significa um controle rápido da doença. "A ciência pode vir com uma vacina. Mas depois teremos de dar e as pessoas vão ter de aceitar tomar", afirmou. "Cada etapa desse processo tem desafios", disse. "Não há promessas, nem datas, pode ser um problema de longo prazo ou não", insistiu.

Mas o que significa "endêmico"?

Quando estamos diante de uma pandemia, os casos da doença aumentam de forma aguda em várias localidades do planeta. A endemia, no entretanto, não está relacionada a uma questão quantitativa. Uma doença endêmica é aquela que se manifesta com frequência em determinadas regiões, geralmente provocada por uma circunstâncias ou causas locais.

"A infecção endêmica está presente em uma área permanentemente, o tempo todo, durante anos e anos", afirmou Rosalind Eggo, especialista acadêmica em doenças infecciosas da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres à BBC.

De acordo com a especialista, um exemplo disso é a varicela que, em muitos países, tem casos registrados anualmente. Ou a malária, que em partes da África e do Brasil é uma infecção considerada endêmica. Por aqui, ainda consideramos endêmicas doenças como a dengue e a febre amarela, que provocam surtos em determinadas regiões todos os anos.

Quais as diferenças? Primeiro é necessário entender como funcionam os vírus. Esses microrganismos compostos apenas de uma cápsula protetora (geralmente de gordura) e material genético têm uma única razão de ser: encontrar um hospedeiro e se multiplicar.

Existem milhares de vírus que usam os humanos como hospedeiros, como o influenza (da gripe), o HIV (da Aids), o varicela-zoster (da catapora), e por aí vai. A evolução dessas contaminações e o aumento dos casos pode ser classificado assim:

Surto: quando há um aumento inesperado no número de infecções em uma região específica (como, por exemplo, um bairro).

Epidemia: quando os surtos começam a acontecer em várias localidades ao mesmo tempo, o problema é considerado uma epidemia; o quadro geralmente consiste em um pico no número de casos e depois uma diminuição neles.

Pandemia: se o vírus passa a ser transmitido entre países, a doença é considerada uma pandemia. É o caso do novo coronavírus, que começou como um surto em Wuhan, na China, mas cresceu ao ponto de se tornar um problema global.

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