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REABERTURA DO COMÉRCIO

Bolsonaro critica restrições e diz que está pronto para conversar com governadores

quinta-feira, 14/05/2020, 19:41 - Atualizado em 14/05/2020, 18:41 - Autor: FOLHAPRESS


Jair Bolsonaro na rampa do Palácio do Planalto acena para apoiadores
Jair Bolsonaro na rampa do Palácio do Planalto acena para apoiadores | Alan Santos/PR

Em uma nova rodada de críticas a medidas restritivas adotadas por governadores, o presidente Jair Bolsonaro fez nesta quinta-feira (14) um apelo pela reabertura do comércio e disse que, caso contrário, "vamos morrer de fome".

O presidente afirmou que está pronto para conversar com os chefes de governo estaduais sobre o tema.

"Tem que reabrir, nós vamos morrer de fome. A fome mata, a fome mata! Então, [é] o apelo que eu faço aos governadores: revejam essa política, eu estou pronto para conversar. Vamos preservar vidas, vamos. Mas dessa forma, o preço lá na frente serão centenas a mais de vidas que vamos perder, por causa dessas medidas absurdas de fechar tudo", declarou Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada.

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Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem minimizado o impacto do coronavírus e se colocado contra medidas de distanciamento social, atitude que culminou na demissão de seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e, na semana passada, por exemplo, em uma marcha com empresários ao STF. ​

Apesar de dizer lamentar as mortes, o presidente tem dado declarações às vezes em caráter irônico quando questionado sobre as perdas humanas com a Covid-19. Como na ocasião em que afirmou não ser coveiro ou quando disse: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre."

"O Brasil está se tornando um país de pobres. O que eu falava lá atrás, que era esculachado, estão vendo a realidade agora aí. Para onde está indo o Brasil? Vai chegar um ponto que o caos vai se fazer presente aqui. Essa história de 'lockdown', de fechar tudo, não é esse o caminho. Esse é o caminho do fracasso, quebrar o Brasil. Governador, prefeito, que porventura entrou nessa onda lá atrás, faça como já fiz alguma vez na minha vida. Se desculpa e faz a coisa certa", completou Bolsonaro nesta quinta-feira.

Desde o início da pandemia no novo coronavírus, que até o momento matou 13.149 pessoas no Brasil, Bolsonaro tem atacado as políticas de isolamento social implementadas por governadores e prefeitos. O mandatário tem feito sucessivos apelos à reabertura do comércio e ao relaxamento das políticas de quarentena e de suspensão do funcionamento do comércio.​

Governadores -como os de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC)- têm por outro lado insistido nas políticas de isolamento.

Amparados em decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), alguns chefes de Executivo nos estados decidiram, por exemplo, ignorar decreto de Bolsonaro que ampliou a lista de atividades consideradas essenciais que, em tese, estariam liberadas para funcionar durante a pandemia.

Nesta quinta, Bolsonaro fez uma declaração à imprensa em que, de forma enfática, voltou a ressaltar os impactos que a crise do vírus geram na economia.

"Está morrendo gente? Está. Lamento, lamento, mas vai morrer muito, mas muito mais se a economia continuar a ser destroçada por essas medidas. A gente vê o pessoal mais pobre de São Paulo, na periferia, no Rio de Janeiro também, continua todo mundo se movimentando. Só na classe média e alta que está tendo esse problema grave no comércio."

Apesar de ter ressaltado que faltará recursos para o funcionalismo, o Congresso aprovou na noite desta quarta (13) um projeto que autoriza reajuste para policiais e bombeiros do DF, custeados com recursos do Tesouro através do Fundo Constitucional do Distrito Federal. A proposta altera a Lei Orçamentária de 2020, prevendo o pagamento aos profissionais retroativo a janeiro deste ano.

A proposta permite aumento de 8% para policiais civis do Distrito Federal e de 25% para policiais militares e para os bombeiros do DF. Ao todo, os reajustes terão impacto de quase R$ 505 milhões.

O escolhido para relatar o projeto de reajuste de policiais do DF foi o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

Na saída do Alvorada, Bolsonaro vestia uma máscara de Polícia Militar do Distrito Federal. Ele afastou o utensílio da boca no momento em que discursou ou respondeu perguntas de jornalistas.

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