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Ricos diagnosticados com a Covid-19 chegam a pagar R$ 120 mil por trecho Belém-SP via UTI aérea

quarta-feira, 06/05/2020, 21:56 - Atualizado em 07/05/2020, 00:42 - Autor: Com informações da Época e UOL


Unidade de Terapia Intensiva Aérea (UTI)
Unidade de Terapia Intensiva Aérea (UTI) | Brasil Vida/Divulgação

Com o colapso de hospitais tanto da rede pública quanto da privada, em Belém, e a falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por conta da pandemia da Covid-19, pacientes com alto valor aquisitivo têm utilizado UTIs aéreas para ir principalmente até São Paulo e Brasília em busca de tratamento adequado. É o que mostra uma reportagem publicada pela Época nesta quarta-feira (6).

Esse foi o caso de uma das famílias mais ricas do Pará, a de proprietários da maior rede de supermercados do estado. De acordo com o site da Época, um dos empresários ignorava as recomendações de autoridades sanitárias para se isolar e saía diariamente sem máscara. Para fugir da morte, ele viajou em um  jatinho de luxo equipados com UTI que saiu de Belém rumo ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Ex-secretário de Jatene ostenta em UTI particular montada em jatinho para viagem

Outro caso semelhante é o de Kleber Menezes. O empresário, que já ocupou o cargo de secretário de transporte do Pará, também foi transferido para a capital paulista diagnosticado com a Covid-19. De acordo com a Época, ele também ignorou as recomendações do Ministério da Saúde. O empresário sentiu uma tosse enquanto assistia televisão e, em poucos dias, passou perto de morrer, segundo o site. Kleber foi de jatinho de Belém para o hospital Sírio-Libanês.

Quando embarcou na UTI aérea, no aeroporto de Belém, junto com a esposa, que também foi infectada, Kleber fez questão de gravar um vídeo pelo celular e enviar no grupo do WhasApp do condomínio que mora, todo paramentado com equipamentos de proteção individual. Segundo ele, o objetivo era mostrar aos vizinhos que estava bem.

 

Kleber Ferreira Menezes e a mulher, a cirurgiã plástica Lastênia Menezes, embarcaram do Pará rumo ao Sírio-Libanês, em São Paulo, numa UTI aeromédica
Kleber Ferreira Menezes e a mulher, a cirurgiã plástica Lastênia Menezes, embarcaram do Pará rumo ao Sírio-Libanês, em São Paulo, numa UTI aeromédica Foto: Reprodução
 

CUSTO

Segundo informações do portal UOL, um voo em UTI aérea de Belém a Brasília, custa a partir de R$ 40 mil, mas o valor pode variar bastante entre as empresas e chegar a R$ 200 mil e R$ 120 mil nos mesmos trechos, dependendo da aeronave e outros fatores. Alguns planos de saúde mais sofisticados e caros cobrem o custo, mas a maioria destes voos é particular ou pago por grandes empresas.

Na Brasil Vida Táxi Aéreo, os voos de UTI aérea cresceram cerca de 30% em abril em relação ao mesmo período do ano passado, e os números mostram que deve crescer mais em maio. Na média dos últimos três meses, o aumento é de 15%, ainda de acordo com dados apurados pelo UOL.

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