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PANDEMIA

Bolsonaro é alvo de 'panelaços'  em Belém e outras cidades do Brasil durante pronunciamento. Veja!

terça-feira, 31/03/2020, 21:24 - Atualizado em 31/03/2020, 22:04 - Autor: Com Folhapress


| reprodução

O presidente Jair Bolsonaro foi alvo, mais uma vez, de 'panelaços' em diversas cidades do Brasil durante seu pronunciamento transmitido em rede nacional na noite desta terça-feira (31).

O presidente, que já manifestou diversas vezes seu posicionamento contra as medidas de isolamento social em massa, discursou por cerca de 10 minutos. Ele voltou a distorcer o discurso do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, dizendo que a organização havia defendido o fim do isolamento para trabalhadores, o que já foi desmentido pela própria OMS.

Em Belém houve registros de panelaços nos bairros da Pedreira, Umarizal e Reduto. São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília e Maranhão também registraram protestos contra o presidente.

Panelaço no bairro da Pedreira, em Belém Via Whatsapp
 

Os panelaços contra o presidente começaram no último dia 17 e coincidem com o início da fase mais aguda das medidas de quarentena pelo país contra o novo coronavírus. O presidente tem adotado um tom de minimizar os riscos da Covid-19, que já matou mais de 200 pessoas pelo país, e se referiu à doença como "gripezinha", "resfriadinho" e "neurose".


Ele defende a reabertura das atividades comerciais e escolas pelo país, posição sobre a qual tem entrado em conflito com governadores. Pesquisa do Datafolha, feita entre os dias 18 e 20, mostrou apoio majoritário às medidas de restrição pelo Brasil.

Os protestos desse tipo se tornaram uma marca da queda da popularidade de Bolsonaro por ocorrerem em bairros de classe média e alta nos quais ele foi bem votado nas eleições de 2018. Em 2015, os panelaços tinham sido um símbolo da insatisfação com a então presidente Dilma Rousseff, que sofreu impeachment no ano seguinte.

Bolsonaro ainda não sancionou as medidas de auxílio para pessoas de baixa renda, já aprovado pela Congresso e pelo Senado. O Governo Federal deverá entregar nos próximos dias medidas de redução de jornada de trabalho e salário. No caso, o governo estuda recompor parte dos salários cortados pelas empresas. 

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