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DISCURSO

Diretor da OMS critica fala de Bolsonaro diminuindo perigo do coronavírus

quarta-feira, 25/03/2020, 15:50 - Atualizado em 25/03/2020, 15:50 - Autor: Com informações do UOL e Folhapress


Tedros criticou a fala de Bolsonaro, que chamou a pandemia de "gripezinha" e "histeria".
Tedros criticou a fala de Bolsonaro, que chamou a pandemia de "gripezinha" e "histeria". | Reprodução

O diretor geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou a fala do presidente Jair Bolsonaro, que quis minimizar a pandemia do coronavírus como uma "gripezinha" ou "histeria", durante seu discurso na noite terça-feira (24). 

Tedros Ghebreyesus, africano que lidera a agência de Saúde, disse: "Em muitos países, as UTIs estão lotadas e essa é uma doença muito séria", ao ser questionado sobre qual mensagem mandaria para o presidente do Brasil. 

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Diversas entidades médicas reagiram com preocupação ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, que criticou o isolamento e quarentena promovidos pelos estados na tentativa de conter a expansão das infecções por coronavírus. 

Após ataques do presidente a governadores, à imprensa e medidas adotadas por ao menos uma centena de países, a SBI apontou que é "temerário" associar as mortes de idosos na Itália ao clima frio. "Tais mensagens podem dar a falsa impressão à população que as medidas de contenção social são inadequadas e que a COVID-19 é semelhante ao resfriado comum, esta sim uma doença com baixa letalidade. [...] A pandemia é grave, pois até hoje já foram registrados mais de 420 mil casos confirmados no mundo e quase 19 mil óbitos, sendo 46 no Brasil", diz comunicado da entidade.

A organização, entretanto, elogia o trabalho do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, "cujas ações têm sido de grande gestor na mais grave epidemia que o Brasil já enfrentou em sua história recente". Apesar de demonstrar preocupação com a situação econômica do país, a SBI ressalta que o isolamento social é fundamental para conter a disseminação do vírus.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia disse, em nota divulgada nesta quarta (25), que ações que abrandem o isolamento social serão "extremamente" prejudiciais para o combate ao coronavírus. "Salientamos que a maioria dos países adotam a mesma estratégia de contenção, apresentando sucesso. Seremos militantes do nosso posicionamento para o bem dos idosos e da população brasileira", diz o texto. 

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