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CORONAVÍRUS

Bolsonaro volta a minimizar pandemia e chama governadores de "exterminadores de emprego"

segunda-feira, 23/03/2020, 00:04 - Atualizado em 23/03/2020, 00:12 - Autor: Fonte: Extra


| Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar os governadores que decidiram tomar medidas no combate ao novo coronavírus. Em entrevista para a TV Record gravada pela internet neste domingo (22), Bolsonaro chamou os governadores de exterminadores de emprego e que o povo vai saber que foi enganado.

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“Você não me vê atacando nenhum governador, eles é que me atacam constantemente, fogem de sua responsabilidade e atacam governo federal. Brevemente, o povo saberá que foram enganados por esses governadores e por grande parte da mídia nesta questão do coronavírus”, disse o presidente.

O presidente disse que os governadores estão fantasiando a crise, e voltou a insistir que o surto de coronavírus não é tão grave como alertam as principais organizações internacionais e de saúde.

“Estamos fazendo contato direto com os prefeitos, porque é lá que o povo vive e não na fantasia de alguns governadores. Já temos um problema. Os governadores são verdadeiros exterminadores de emprego. Essa é uma crise muito pior do que o próprio coronavírus vem causando no Brasil”.

Segundo Bolsonaro, não é possível comparar o Brasil com a Itália no caso do coronavírus. O país italiano já registrou mais de 4 mil mortes e enfrenta o colapso de seu sistema de saúde. “Você não pode comparar Brasil com Itália. Eu pergunto a você: sabe quantos habitantes temos por quilômetro quadrado na Itália? São 200 habitantes por quilômetro quadrado. Na Alemanha são 230 habitantes. No Brasil, 24. Há uma diferença enorme entre esses países”, disse Bolsonaro.

E voltou a dizer que a pandemia deve causar menos mortes que o surto de H1N1, ocorrido em 2009. “O número de pessoas que morreram de H1N1 foi mais de 800 pessoas. A previsão é não chegar aí a essa quantidade de óbitos no tocante ao coronavírus”.

A crise do novo coronavírus expôs o conflito entre Jair Bolsonaro e governadores do país. Desde sexta-feira (20) as acusações públicas entre o presidente e os chefes dos Executivos do Rio de Janeiro, de São Paulo, Maranhão e Pará aumentam. Irritado com medidas restritivas impostas por governadores, como o fechamento de fronteiras e suspensão dos transportes fluviais e interestaduais, Bolsonaro acusou os governadores de agir fora de suas competências.

Numa reação a medidas adotadas pelos chefes do executivo estadual, o presidente editou uma medida provisória determina que qualquer restrição excepcional e temporária de locomoção interestadual e intermunicipal seja embasada em fundamentação técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). De acordo com o texto, caberá ainda ao presidente indicar quais os serviços públicos e atividades essenciais que deverão ter o exercício e funcionamento preservados em meio à pandemia.

 

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