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PROTESTO

Bolsonaro é alvo de panelaço pelo 5º dia seguido em Belém e diferentes cidades

sábado, 21/03/2020, 23:32 - Atualizado em 21/03/2020, 23:32 - Autor: FOLHAPRESS


| Reprodução

Pelo quinto dia seguido, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi alvo de panelaços em protestos pelo país.

A partir das 20h deste sábado (21), foram registradas manifestações em bairros de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília. Além dos som das panelas, houve gritos de "Fora, Bolsonaro" e críticas ao presidente.

Os protestos têm sido convocado em redes sociais desde a última terça-feira (17), impulsionados pela reação de Bolsonaro à crise do novo coronavírus, que afetou a rotina de milhões de brasileiros e deve ter duro impacto na economia.

No domingo passado (15), por exemplo, o presidente ignorou orientações dadas por ele mesmo dias antes ao estimular e participar dos protestos pró-governo sem demonstrar preocupação com a pandemia.

Bolsonaro incentivou os atos desde cedo em suas redes sociais. Depois, sem máscara, participou das manifestações em Brasília, tocando simpatizantes e manuseando o celular de alguns apoiadores para fazer selfies. "Isso não tem preço", disse, durante transmissão ao vivo em suas redes sociais.

Neste sábado, na capital paulista, foram registrados panelaços nos bairros de Bela Vista, Santa Cecília, Jardins, Pinheiros, Saúde e Pompeia. No Rio, entre outros, houve protesto em Copacabana.

Em Brasília, um morador da Asa Norte executou áudio com declarações do presidente sobre o novo coronavírus. Em outros locais, apoiadores de Bolsonaro reagiram aos protestos, mas em menor número.

 Panelaço na avenida Gentil Bittencourt, em Belém.

Na última sexta-feira (20), Bolsonaro disse que não está preocupado com os panelaços. "Eu não estou preocupado com o panelaço. Eu estou preocupado com o vírus, com a saúde, com o emprego do povo brasileiro", afirmou. "Qualquer panelaço, qualquer coisa que venha a acontecer é manifestação democrática. Toca o barco."

Ainda neste sábado, um dia após ter se referido ao coronavírus como uma "gripezinha", o presidente lamentou a morte de pessoas diagnosticadas com a Covid-19 e disse que seu dever é impedir que o pânico tome conta do país.

Nas redes sociais, em um tom diferente ao adotado nas últimas semanas, Bolsonaro afirmou que reconhece a seriedade do momento e o temor de muitos brasileiros.

"De todo modo, às famílias que hoje sofrem a perda de seus entes por conta desta epidemia, a minha solidariedade. Essas perdas também são nossas, afinal, somos todos uma grande família. Dou-lhes a certeza de que lutarei com todas as minhas forças para proteger a nossa nação", escreveu.

Bolsonaro comemorou neste sábado seu aniversário de 65 anos no Palácio da Alvorada ao lado apenas de familiares e assessores. Ele cantou parabéns ao lado da filha caçula, Laura, e na presença dos três filhos mais velhos, Flávio, Eduardo e Carlos.

Ele havia afirmado na terça-feira (17) que faria uma "festinha tradicional", mesmo diante da orientação do Ministério da Saúde para que as pessoas evitem aglomerações. Na quinta-feira (19), no entanto, disse que seria uma celebração pequena, porque não gosta muito de comemorar aniversário.

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