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Secretário da Cultura de Bolsonaro repete discurso nazista e gera revolta na web

sexta-feira, 17/01/2020, 10:08 - Atualizado em 17/01/2020, 10:08 - Autor: Com informações do Valor Econômico


| Reprodução

O Secretário da Cultura, Roberto Roberto Alvim, copiou trechos de um discurso de Joseph Goebbels, que foi ministro da Propaganda do regime nazista de Adolf Hitler. O trecho gerou indignação nas redes sociais na madrugada desta sexta-feira (17).

O vídeo postado pela Secretaria Especial da Cultura do governo Bolsonaro foi produzido para divulgar o Prêmio Nacional das Artes.

Confira:

Reprodução
 

Além dos trechos do pronunciamento, características como a estética do vídeo, a aparência do secretário, o vocabulário, o tom de voz e a trilha sonora escolhida também fizeram as pessoas compararem a divulgação à propaganda nazista.

Repercussão

O pronunciamento de Alvim fez com que o nome de Goebbels fosse um dos mais citados no Twitter durante a madrugada e gerou também a indignação e repúdio de centenas de internautas à referência nazista. Alguns postaram comparações com a propaganda de Hitler.

Uma das principais referências no vídeo é a música de fundo, que veio da ópera "Lohengrin", de Richard Wagner, uma obra que Hitler contou em sua autobiografia ter sido decisiva em sua vida.

Alguns aspectos da gravação também chamaram atenção, como, o vídeo ter sido feito em uma sala que tem o retrato do presidente Jair Bolsonaro ao fundo, a bandeira brasileira de um lado e uma cruz do outro.

Alvim começa reforçando um pedido do presidente: "A cultura é a base da pátria. Quando a cultura adoece, o povo adoece junto. E é por isso que queremos uma cultura dinâmica, mas ao mesmo tempo enraizada na nobreza de nossos mitos fundantes", disse.

De acordo com ele, o Prêmio Nacional das Artes vai gerar milhares de empregos, capacitação profissional e formação de público. "Trata-se de um marco histórico nas artes brasileiras. De relevância imensurável. E sua implementação e perpetuação ao longo dos próximos anos irá redefinir a qualidade da produção cultural em nosso país", completou.

Ao todo sete categorias, irão selecionar cinco óperas, 25 espetáculos teatrais, 25 exposições individuais de pintura e 25 de escultura, 25 contos inéditos, 25 CDs musicais e 15 propostas de histórias em quadrinhos.

Alvim é dramaturgo e conquistou a simpatia do presidente após defendê-lo nas redes sociais e atacar a atriz Fernanda Montenegro, afirmando sentir "desprezo" por ela.

Polêmicas

Uma delas é a nomeação do jornalista e militante de direita Sérgio Nascimento de Camargo para a presidente da Fundação Palmares. A nomeação, no entanto, foi suspensa após várias pessoas se mobilizar contra afirmações de Camargo consideradas racistas.

Recentemente Alvim ironizou a indicação de "Democracia em Vertigem" na categoria de melhor documentário longa-metragem do Oscar. Ele disse que a produção deveria estar na categoria ficção.

O filme é dirigido pela cineasta mineira Petra Costa, e narra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff a partir de uma visão particular da diretora.

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