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BRASIL VAI PRA GUERRA?

Participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial foi importante e ‘disputada’, explica estudioso

sexta-feira, 03/01/2020, 16:07 - Atualizado em 03/01/2020, 16:06 - Autor: Com informações do portal Nova Escola


Imagem mostra a famosa Força Expedicionária Brasileira
Imagem mostra a famosa Força Expedicionária Brasileira | Reprodução

A elevação do tom de ameaça entre o Irã e os Estados Unidos, nesta sexta-feira (3), gerou diversos temores e especulações sobre uma possível guerra em escalas globais. E uma das possibilidades levantadas pelos internautas brasileiros é a participação do Brasil no caso de um conflito bélico. Mesmo que tenha uma tradição pacífica, as tropas brasileiras tiveram uma participação na 2ª Guerra Mundial - e não tão inexpressiva como muitos acham.  

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As Forças Armadas do Brasil entraram oficialmente na 2ª Grande Guerra no ano de 1942, cerca de três anos após a invasão das tropas alemãs de Adolf Hitler à Polônia, em 1º de setembro de 1939, fato que marcou o início da Segunda Guerra Mundial. 
Na época, o presidente da República, Getúlio Vargas, decidiu se manter inicialmente neutro. No entanto, após entrar em acordo com o presidente americano Roosevelt, decidiu apoiar os países aliados (formados principalmente por Estados Unidos, Inglaterra e França) na guerra.

Segundo Marcus Firmino Santiago da Silva, coordenador do curso de Direito da Escola Superior Professor Paulo Martins, do Distrito Federal, e estudioso sobre a Segunda Guerra, a participação brasileira foi muito importante. 

"O apoio do Brasil foi disputado na Segunda Guerra. De forma um pouco velada por parte dos países do eixo (Alemanha, Itália e Japão) e de maneira clara pelos aliados, especialmente os norte-americanos, além da Inglaterra e da França", comentou.

O primeiro grupo de militares brasileiros chegou à Itália em julho de 1944. O Brasil ajudou os norte-americanos na libertação da Itália, que, na época, ainda estava parcialmente nas mãos do exército alemão. 

O Brasil enviou cerca de 25 mil homens da Força Expedicionária Brasileira (FEB), e 42 pilotos e 400 homens de apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).

Os “pracinhas” diminutivo de praça, que é soldado) conseguiram vitórias importantes contra os alemães, tomando cidades e regiões estratégicas que estavam no poder destes, como o Monte Castelo, Turim, Montese, entre outras. 

Mais de 14 mil alemães se renderam aos brasileiros, que também ficaram com despojos como milhares de cavalos, carros e munição.

A ação dos soldados brasileiros, no entanto, não foi fácil por vários motivos. Primeiro porque o treinamento recebido no Brasil e nos Estados Unidos não era muito próximo à realidade da guerra que encontraram. Os soldados não estavam habituados ao clima frio dos montes Apeninos, que atravessam a Itália e nem acostumados a lutar em local montanhoso. Só na batalha do Monte Castelo, houve mais de 400 baixas entre os brasileiros.

"Além disso, foi fundamental para o esforço de guerra a cessão de bases navais e aéreas no território brasileiro. Um desses locais que teve participação decisiva foi Natal, no Rio Grande do Norte", afirma o professor. 

A capital potiguar serviu como local para abastecimento dos aviões de guerra americanos e base naval antissubmarinos. Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, a FEB foi desfeita em 1946.

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