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Polícia Civil do RJ apreende sistema de comunicação do condomínio de Bolsonaro

sexta-feira, 08/11/2019, 09:39 - Atualizado em 08/11/2019, 09:39 - Autor: Com informações O Estado de S. Paulo.


| Reprodução

A Polícia Civil do Rio apreendeu ontem (7) o sistema de comunicação da portaria do condomínio Vivendas da Barra, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Jair Bolsonaro tem casas no condomínio, e morava em uma antes de tomar posse como presidente. Seu filho, Carlos Bolsonaro reside em outra. No condomínio, também morava Ronnie Lessa, um dos acusados pelas mortes da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018.

Procurada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Polícia Civil informou que a investigação sobre o caso transcorre sob sigilo e, por isso, não iria se pronunciar.

O objetivo da apreensão do material é para que a PC faça uma perícia para tentar esclarecer sobre a entrada de Élcio Queiroz no condomínio, que aconteceu no mesmo dia da morte de Marielle Franco. Ele é acusado de participar do duplo assassinato.

Um porteiro afirmou em depoimento que, antes de entrar no condomínio Vivendas na tarde daquele dia 14 de março de 2018, Élcio teria informado que iria à casa de número 58 - onde morava Jair Bolsonaro. Ainda segundo o porteiro, a conversa teria sido feita através de um sistema de comunicação, com alguém que estava no imóvel do atual presidente, naquela ocasião. O porteiro disse que, "seu Jair" havia liberado a entrada.

O depoimento do porteiro é baseado em anotações feitas a mão em um livro de registro na portaria e em mais dois depoimentos do empregado. Neles, o funcionário do condomínio teria informado à Polícia que verificou pelas câmeras de vigilância, que Élcio Queiroz não estava indo para a casa de Bolsonaro, mas sim para o imóvel de Ronnie Lessa. Com isso teria ligado novamente para a casa do então deputado federal. "Seu Jair" teria dito que sabia para onde Élcio se dirigia.

Entretanto nesse mesmo dia, Bolsonaro estava em Brasília, onde gravou vídeos e registrou presença em votações na Câmara. O conteúdo do depoimento do porteiro foi exibido pelo "Jornal Nacional", na semana passada.

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No dia em que a reportagem foi ao ar, Bolsonaro estava em viagem na Arábia Saudita, o advogado Frederick Wassef, representou o presidente e negou a versão do porteiro. Ele disse que o caso era uma "tentativa de atingir o presidente".

Um dia após a matéria ir ao ar, o Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) convocou uma entrevista coletiva para afirmar que a informação fornecida pelo porteiro era falsa. Baseado em um exame realizado naquele mesmo dia, em pouco menos de três horas, como mostrou a reportagem. 

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