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PROVAS

Policiais militares não participarão da reconstituição da morte de Ágatha

terça-feira, 01/10/2019, 19:59 - Atualizado em 01/10/2019, 20:19 - Autor: FOLHAPRESS


| Reprodução

Nenhum dos 11 policiais militares que foram ouvidos no caso da menina Ágatha Félix, 8, participará da reconstituição de sua morte, que será realizada na noite desta terça (1º) no Complexo do Alemão, zona norte do Rio.

Assim como a mãe da criança, Vanessa Sales, que ainda está muito abalada, eles decidiram não comparecer. Segundo a Polícia Civil, testemunhas podem optar por estar ou não no procedimento, porque não são obrigadas a produzir provas contra si mesmas.

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Oito desses policiais são da UPP Fazendinha (Unidade de Polícia Pacificadora), que fica a alguns metros da esquina onde Ágatha foi baleada, um é um sargento supervisor e outros dois são da UPP Nova Brasília, e ajudaram no socorro da menina naquele dia.

A menina voltava de um passeio com a mãe na noite do último dia 20, no banco traseiro de uma kombi, quando levou um tiro nas costas. O motorista havia estacionado para que passageiros desembarcassem, em uma região conhecida como Fazendinha, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.

Segundo moradores e familiares da criança, não havia tiroteio no momento. O motorista da kombi disse em depoimento que a rua estava movimentada, mas que não havia sinais de confronto ou violência, caso contrário ele não teria estacionado ali.

Ele contou que viu um policial fazendo dois disparos em direção a dois motociclistas que passaram em alta velocidade, aparentemente sem armas. Já a Polícia Militar afirma que policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) baseados naquela esquina foram atacados por criminosos por diversas direções e reagiram. Eles não encontraram feridos naquele momento e só depois foram informados por moradores que uma pessoa teria sido ferida, diz a corporação.

Ainda não é possível afirmar se o disparo que atingiu a menina foi feito por forças de segurança. As hipóteses estão sendo investigadas. A polícia colheu depoimentos de 20 pessoas até a última quarta (25), incluindo 11 PMs, familiares, o motorista da kombi e outras testemunhas. Também analisou o fragmento de projétil encontrado no corpo da menina, fez uma perícia na kombi e a reconstituição simulada da morte desta terça.

O laudo da análise do projétil concluiu que ele é compatível com um fuzil, mas que não é possível determinar seu calibre nem compará-lo às armas apreendidas com policiais militares que trabalhavam naquela noite (cinco fuzis e duas pistolas), porque só há um fragmento deformado desse projétil.  

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