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APÓS PROIBIÇÃO

14 mil livros com temática LGBTQ+ são distribuídos na Bienal

sábado, 07/09/2019, 21:27 - Atualizado em 07/09/2019, 21:27 - Autor: DOL


Uma fila enorme se formou neste sábado (7) durante a distribuição dos livros na feira da Bienal do Livro, no Rio de Janeiro
Uma fila enorme se formou neste sábado (7) durante a distribuição dos livros na feira da Bienal do Livro, no Rio de Janeiro | Reprodução/Vídeo

O empresário e youtuber Felipe Neto anunciou em suas redes sociais neste sábado (7) que todos os 14 mil livros com temática LGBTQ+ comprados por ele se esgotaram em uma única tarde na feira da Bienal do Livro, no Rio de Janeiro.

As obras, compradas ontem (6), foram distribuídas gratuitamente para uma imensidão de jovens e adultos. “Acabou! Conseguimos distribuir todos os 14 mil livros antes da chegada dos agentes da censura!”, disse na publicação. “Estamos todos muito emocionados e felizes! Vencemos!”, complementa.

Em outra publicação, é possível ver uma fila gigante dos jovens, tudo para conseguir algumas das obras compradas por Neto.

ENTENDA

A atitude de Felipe Neto é uma reação a decisão do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que ordenou que fiscais recolhessem o romance gráfico “Vingadores - A Cruzada das Crianças”, que possui na história dois personagens masculinos que são namorados. Crivella afirmou que o beijo era considerado conteúdo sexual para menores de idade e que ia contra o Estatuto da Criança e do Adolescente. Juridicamente, no entanto, o beijo não é considerado pornografia ou conteúdo sexual, mas o vídeo causou tensão entre o poder público e a Bienal.

A organização da Bienal recebeu uma notificação extrajudicial da prefeitura exigindo que os exemplares com "cenas impróprias a crianças e adolescentes", que contivessem "cenas de homotransexualismo", deveriam ser lacrados e vir acompanhados de um aviso. Caso contrário, deveriam ser recolhidos, sob pena de apreensão e cassação da licença do evento, mas eles não acataram a ordem.

VENDEU TUDO - Foi então que, na última sexta-feira (6), a HQ já não era mais encontrada na feira, nem no estande da Panini, que publicou a história com a editora Salvat, nem nos demais estandes que vendem gibis. Os expositores afirmaram que a história foi vendida e simplesmente esgotou.

RECOLHIMENTO - Ainda assim, uma equipe formada por dez funcionários da prefeitura chegaram na Bienal naquele dia, em busca dos exemplares de “Vingadores” e títulos que trouxessem personagens LGBT. A equipe foi vaiada enquanto cobria a área, folheou livros e afirmou que o fazia “não era censura”. “Estamos cumprindo uma recomendação da Procuradoria Geral do Município”, disse.

(DOL com informações do Folhapress)

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