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VIOLÊNCIA

Mulher transexual denuncia estupro durante ação policial da Rotam

quinta-feira, 05/09/2019, 16:08 - Atualizado em 05/09/2019, 16:08 - Autor: Metrópoles


O laudo do IML apontou “fissuras recentes na pele” e “serosidade sanguínea na margem anal”.
O laudo do IML apontou “fissuras recentes na pele” e “serosidade sanguínea na margem anal”. | (Reprodução)

Uma mulher transexual identificada como Gislaine Carvalho, de 31 anos, afirmou ter sido espancada e violentada por dois policiais militares da Ronda Ostensiva Tática (Rotam), unidade operacional de elite da PM após sair de um shopping em Goiânia no último sábado (31).

De acordo com a imprensa local, um documento enviado pela advogada da vítima, que denunciou a violência à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Goiás, afirmando que a costureira, que hoje se encontra presa, sofreu espancamento, e foi amarrada e violentada com um cabo de vassoura.

Ao site Metrópoles, a defesa de Gislaine, que é membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB, contou que, ao chegar na delegacia, “se atentou de longe que a cliente estava bastante machucada”. 

Segundo a advogada, no último domingo (01), dia da audiência de custódia, a escolta prisional se recusou a levá-la.  E foi neste momento que eles pediram um novo exame de corpo de delito, onde foram constatadas as agressões.

A denúncia foi formalizada pela advogada onde relata que, durante a abordagem, os militares ordenaram que a transexual entregasse “armas e drogas” aos agentes. À CDH, a advogada contou que a costureira, então respondeu que “não sabia do que se tratava”.

“Em seguida ela foi levada para uma casa, supostamente abandonada, onde passaram a praticar maiores atrocidades.” 

Pedido de afastamento

Na Portaria nº 009/2019, assinada pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB-GO, Roberto Serra da Silva Maia, após recebimento e análise da denúncia, foi determinada a instauração de processo de investigação por violação aos direitos humanos fundamentais.

Ainda no documento, o presidente da CDH da OAB citou a audiência de custódia pela qual passou a vítima, lembrando que ela afirmou para o juiz de direito João Divino da Silva e para o promotor de justiça José Divino da Silva que foi “agredida durante a prisão, mas que, quando foi levada ao IML, os policiais disseram que não era pra falar nada senão iriam agredir mais”. No IML, a vítima denunciou que teve a bermuda “cortada” e, em seguida, lhe “enfiaram um pau”.

“Os policiais militares SGT PM Hugo Borges Gomes, (PM-GO), e SGT PM Caio Cesar Borba Brandão, teriam constrangido a sra. Adriana Silva do Rosário, com violência e grave ameaça, causando-lhe intenso sofrimento físico e mental, a fim de obter informação, declaração ou confissão”, diz o documento assinado pelo presidente da CDH.

O laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) da polícia técnico-científica de Goiás, e assinado pelo médico Rodolfo Bonfim Siqueira de Almeida, apontou “fissuras recentes na pele” e “serosidade sanguínea na margem anal”.

A assessoria de comunicação da PMGO ainda não pronunciou. 

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