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Bullying na infância e adolescência: Como identificar e combater?

quinta-feira, 26/09/2019, 13:00 - Atualizado em 26/09/2019, 13:56 - Autor: Andressa Ferreira


Bullying: especialista explica causas, consequências e possíveis soluções.
Bullying: especialista explica causas, consequências e possíveis soluções. | Reprodução

Tortura física, emocional e psicológica, de pessoas que são xingadas e apanham sem sequer entender o motivo. O bullying é um fenômeno que atinge crianças e adolescentes e pode aumentar o risco de suicídio. É o que alerta a pedagoga e neuropsicopedagoga Clíssia Silva.

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Segundo Clíssia, as consequências na vida das vítimas são variadas, causando além de evasão escolar e aversão ao ambiente que esse indivíduo frequenta, como dificuldades de interação social, baixa autoestima, dificuldade de autoaceitação, isolamento, depressão, ansiedade, baixo rendimento escolar, medo, consumo de álcool e drogas e outras capazes de permanecer e influenciar no comportamento e na relação social futura da vida adulta desse indivíduo.

Neuropsicopedagoga Clíssia Silva explica quais sinais os pais devem ficar atentos.
Neuropsicopedagoga Clíssia Silva explica quais sinais os pais devem ficar atentos. Arquivo Pessoal
 

“A ajuda de profissionais é muito importante para a superação das consequências sofridas pela vítima no tempo que a mesma foi alvo desse ato, sendo assim, primordial o acompanhamento de profissionais, como assistentes sociais, psicólogos, educadores e afins”, recomenda a especialista.

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A neuropsicopedagoga destaca ainda, que a cultura do estímulo a “não levar desaforo para casa”, de “dar o troco” e ensinar que a vida é “olho por olho e dente por dente” pode ser prejudicial na criação e educação dos filhos.

“Essas atitudes e pensamentos influenciam o sujeito a sempre demonstrar que ele é capaz de resolver sozinho seus problemas. Em contrapartida, o agressor nem sempre tem um motivo, como por exemplo uma vingança para demonstrar o seu poder, pois o bullying se dá por uma prática repetitiva de agressões diretas ou indiretas. O fato de mostrar a sua autoridade, a sua força e influência naquele espaço para as outras pessoas, torna-se as razões para o início da sua prática, por isso ele sempre irá em busca de alvos fáceis, como um aluno novato ou um sujeito que não ofereça riscos significativos a ele”, explica.

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Um estudo realizado no Reino Unido apontou que adolescentes entre 12 e 15 anos que sofrem bullying na escola apresentam risco até três vezes maior de tentar o suicídio.

O levantamento mostra ainda, que na faixa etária de 11 a 16 anos, pelo menos 17% dos adolescentes vítimas de bullying consideram tirar a própria vida para fugir da perseguição.

Fique atento aos sinais

Mas, então, como reconhecer quando uma criança ou um adolescente está sofrendo bullying? Segundo a neuropsicopedagoga, as vítimas demonstram comportamentos como baixa autoestima, tristeza, isolamento, introversão, dificuldade da autoaceitação, depressão, medo, ansiedade, aversão ao ambiente escolar ou ao ambiente em que essa criança está sofrendo o bullying.

Clíssia destaca ainda, que os pais devem ficar atentos a hematomas não justificáveis e outros comportamentos que normalmente não tem ligação com seu comportamento habitual.

“O conhecimento desse assunto deve ser conversado com essas crianças e com esses adolescentes, com o objetivo de informar como essa prática resulta em situações prejudiciais tanto para quem realiza quanto para quem é alvo de bullying”, recomenda.

A especialista ressalta também, que a família e a escola devem caminhar juntas no combate ao bullying.

“É importante que tanto a família, quanto a escola tenham o conhecimento do que é o bullying e mantenham-se atentos nas relações entre os alunos, pois a prática ocorre em muitas das vezes nos momentos de atividades recreativas, como o intervalo, aulas de educação física, na hora da saída, como também dentro da sala de aula. Para isso é necessário que o conhecimento do comportamento do aluno que é vítima ou do comportamento do aluno que é agressor, seja observado e avaliado, em virtude das recorrências e dos resultados que essa prática ocasiona nesse sujeito”, orienta.

Como combater?

Para Clíssia, o bullying só pode ser combatido com socialização, através de atividades dentro da sala de aula, expositivas, com palestras, roda de conversas e debates referentes ao assunto.

 “Trazer esse ponto como um momento de socialização entre esses indivíduos, é uma forma de expor e explicar como ela ocorre, que efeitos negativos acarreta, tanto para o agressor quanto para a vítima, como deve ser combatido e até mesmo evitado”, garante.

Os pais, para a neupsicopedagoga, também são público-alvo dessas atividades, assim o processo de relação entre escola e família, tornando-se mais efetivo e com orientações direcionadas.

“Os pais devem demonstrar o alto grau de importância em ter uma relação mais aberta e transparente com seus filhos, apresentando a eles o quão é importante a presença deles no ambiente escolar, tanto para a escola quanto para o filho, e também a sua relação com seus filhos, através do ato de conversar, orientar, compreender, ouvir e falar”, recomenda. 

Reportagem: Andressa Ferreira

Edição: Enderson Oliveira 

bullying: especialista explica causas, consequências e possíveis soluções.
Bullying: especialista explica causas, consequências e possíveis soluções. | Reprodução
Neuropsicopedagoga Clíssia Silva explica quais sinais os pais devem ficar atentos.
Bullying: especialista explica causas, consequências e possíveis soluções. | Reprodução

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