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Chocolastes para todos os gostos nesta Páscoa

Produto que se tornou a cara do feriado ganha opções diversas para todos os públicos

domingo, 04/04/2021, 08:13 - Atualizado em 04/04/2021, 08:13 - Autor: Laís Azevedo


Imagem ilustrativa da notícia Chocolastes para todos os gostos nesta Páscoa
| Reprodução

Nesse período de Páscoa é quase impossível não associar a data ao chocolate, em especial, aquele que combina perfeitamente com algumas delícias paraenses, como o cupuaçu e a tapioca. Algumas marcas locais destacam-se neste período por criar ovos de páscoa com chocolate bem paraense, a partir do cacau produzido em ilhas, como a do Combú, e cidades que são referência do setor, como Medicilândia, dando a eles um sabor único.

Entre as marcas de maior destaque nacional e internacional está a De Mendes, que leva o sobrenome e seu chocolatier, César de Mendes. Há quatro anos, a Páscoa é marcada por uma coleção exclusiva de ovos acompanhados de peças de cerâmica de Icoaraci, decoradas com grafismos marajoaras e tapajônicos. “É um produto que tem agregação de valor também, cultural e histórico, com a Amazônia; afinal ela é a nossa terra, espaço onde a nossa marca vive, nossa base de trabalho”, diz César.

O produto acabou tornando-se ao longo dos últimos anos uma peça de decoração para quem compra, “um pequeno luxo, mas também uma representação cultural”, pontua. Este ano, para o chocolate, De Mendes escolheu as amêndoas de Manoel do Carmo, o Xiba, um verdadeiro expert em fermentação, morador da Comunidade Bom Jardim, em Barcarena, no Baixo Rio Acará. César explica que todas as comunidades parceiras da marca recebem dele o treinamento de como fazer o pré-processo do chocolate: da colheita do cacau à seleção, fermentação e secagem das amêndoas. “O pré-processo é o que define aromas e sabores do chocolate. A fermentação é a chave na composição bioquímica, algo muito cuidadoso, que exige um profundo conhecimento de microorganismos. E o Xiba se transformou em um mestre disso, brinca com isso. Digo que as dele são amêndoas perfeitas, sem adstringência, amargor e, por isso, escolhemos ele para a massa dos ovos de Páscoa”, destaca César.

Os ovos de 400g são de chocolate 81% cacau e vem recheado com mais 200g de bombons em três sabores especiais: praliné de castanha-do-Pará; doce de cupuaçu; e mel de abelha com banana passa, cultivada e processada no sítio do chocolatier, em Santa Bárbara. O produto vai dentro da peça de cerâmica assinada por Carlos Pantoja, artesão icoaraciense. “Queria fazer essa homenagem ao Xiba, ao conhecimento tradicional dele. E também ao trabalho tradicional da cerâmica. São três modelos, com diferentes cores e grafismos, fruto do conhecimento profundo do artesão, que eu deixo bem à vontade para criar”, acrescenta.

Para todos os gostos

Dentro dessa produção regional também destaca-se a marca Cacauway, criada pela Coopatrans, a Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica, em Medicilândia, cuja principal atividade é a produção de amêndoa de cacau. Hélia Félix, agrônoma e responsável técnica na cooperativa, além de ser também agricultora, lembra que todos começaram timidamente nesse mercado, com medo de fazer o chocolate, mas também entendendo como necessário ter algo sendo processado no município. “Medicilândia já se destacava como o município que mais produzia amêndoa de qualidade no estado; e fomos melhorando, focando em fazer um bom chocolate”, diz ela.

A marca Cacauway completa agora seus 11 anos de trajetória. “Nós fomos a primeira a processar o chocolate a partir das nossas amêndoas. O Estado tem investido em escolas de chocolate, em mostrar ao produtor que pode ir do plantio do cacau à criação e produção final do chocolate. Hoje tem mais de 10 marcas de chocolate local, sendo a Cacauway um estímulo para os agricultores, vários da região estão fazendo produtos da sua própria amêndoa, começando a ter valorização da sua matéria-prima”, completa Hélia.

Ao longo de uma década com a própria marca de chocolates, ela conta que o aumento da produção foi muito expressivo, indo do processamento de duas toneladas de amêndoa por ano, em 2010, para 37 toneladas em 2019, antes da pandemia. “Claro que nem toda produção foi feita chocolate da Cacauway porque a gente trabalha com outros chocolateiros, que pegam da gente a matéria-prima semi-processada, em nibs, que é a amêndoa torrada para fazer o chocolate. Tem também quem compre o licor (do cacau) para fazer seu chocolate”, explica a técnica.

Com a pandemia, boa parte das lojas foram fechadas, mesmo neste período de Páscoa. E alguns, em pontos mais estratégicos, se mantém atuando através do serviço delivery, como é o caso da Cacauway Belém. A gerente comercial Luana Barros, conta que a estratégia foi investir especialmente no formato de kits, que saem a um custo e valor de venda mais baixo, além de explorar uma grande variedade de opções para o público. “Já tinha os kits, mas colocamos em evidência, com trufas e barrinhas, valores menores”, diz ela.

Os ovos de 100g, que antes eram destinados apenas ao público infantil, agora são também uma opção para adultos. “Nós temos chocolate 52% cacau, com manteiga de cupuaçu, que é mais adocicado, para quem não gosta tão amargo e não pode o chocolate ao leite; assim como temos o ovo de chocolate 100% cacau, crocante, com nibs e embalagem sustentável. Também temos o chocolate adoçado com côco, já que também temos muitos clientes que são diabéticos, hipertensos”, exemplifica.

Gaudens

Produzidos em Belém, os produtos da Gaudens também são destaque nesse cenário local e que vai ganhando força nos salões de chocolate do país e do mundo. E tem ao seu lado um chocolate de origem que se tornou pop, o da Filha do Combu, encabeçado por Dona Nena, logo ali, do outro lado do Rio Guamá. “A nossa fábrica é em Belém, mas utilizamos cacau que vem de Medicilândia, além de produzir cacau no Combu, em parceria com a Nena. A gente faz com ela o chocolate Tupé, onde ela pode também trabalhar outras fontes de cacau”, explica Fábio Sicília. O chocolatier é também presidente da Associação dos Produtores de Chocolate de Origem do Estado do Pará (Apcopa) e lembra que já chegou a participar de festival de chocolate com os demais citados, e, inclusive, dividir estande com a marca Filha do Combu. “Acredito demais, até como presidente da Apcopa, na força desse coletivo, de dar suporte e incentivo aos produtores do cacau e do chocolate de origem”.

Para esse período da Páscoa, ele conta que investiu em um ovo bem próprio da marca, o “Brownettone Gaudens”, um brownie modelado no formato de ovo, recheado com brigadeiro e fechado um lado com chocolate local. E dá ainda opções deliciosas para esse período em que as pessoas ficam realmente loucas por um bom chocolate, como o chocolate crisp, que substitui a crocância da farinha de arroz por tapioca; e os ovinhos de chocolate recheados. “Você vai derreter o ovinho dentro do leite quente e vai ter uma bebida achocolatada carregada de muito chocolate”, garante

SERVIÇO

De Mendes

Onde encontrar:

Instagram (@chocolatesdemendes)

Média de preço: R$ 12 (barras de chocolate “Xiba”, “Sakaguchi” e “Mulheres da Floresta”) até R$ 340 (ovo de páscoa com chocolate Xiba e recheio de bombom regional + cerâmica).

Site: www.demendes.com.br

Cacauway

Onde encontrar:

Instagram (@cacauway_bel)

Média de preço: R$ 12,50 (kits) até R$ 78 (ovo de páscoa recheado)

Site: www.cacauway.com.br

Gaudens

Onde encontrar:

Instagram (@gaudenschocolate)

Média de preços: R$ 5 (mini brownietone) até R$ 98 (ovo de páscoa Brownettone).

Site: www.gaudens.com

A Gaudens investe em um portfólio de produtos que incluem até ovos servidos com leite e barras

Produtos são disponibilizados para todos os gostos e públicos

A Cacauway também também investe na variedade de produtos

A Gaudens mantém uma produção própria a partir de produtores locais

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