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TECNOLOGIA

AgroPará: cuidar de fazenda é brincadeira

Desde os primórdios dos videogames, os simuladores de atividades rurais fazem sucesso. conheça os jogos favoritos de quem gosta de plantar e cuidar de animais, mesmo que virtualmente

sexta-feira, 19/06/2020, 10:22 - Atualizado em 19/06/2020, 10:22 - Autor: Laís Azevedo


Fazenda está entre os jogos favoritos de quem gosta de plantar e cuidar de animais, mesmo que virtualmente
Fazenda está entre os jogos favoritos de quem gosta de plantar e cuidar de animais, mesmo que virtualmente | Reprodução

Fazer uma plantação às oito da noite e deixar anotado para não esquecer de colher na manhã seguinte; ordenhar as vacas, comprar um trator e construir um celeiro em uma única tarde; passar a madrugada conversando e ajudando outros fazendeiros.

Essa é facilmente a descrição da vida de um fã de games de fazenda. A popularidade deles não é de hoje, mas, as opções, melhorias em sua estrutura e histórias são cada vez maiores, com títulos para todo tipo de plataforma - PC, PlayStation, Xbox, Nintendo e redes como o Facebook.

A jogabilidade simples e recompensas variadas desses jogos deixam qualquer um por horas - meses e até anos - jogando para melhorar a sua propriedade rural virtual. “Eu já fui uma grande latifundiária… De ‘FarmVille’”, brinca a empresária Virgínia Cruz, 34 anos, que também chegou a jogar “Sim Farm”, um simulador de fazendas da década de 1990. Os gráficos lembram as primeiras versões de Super Mário. “Ele é tão antigo que é de quando ganhei meu primeiro computador. E esse sempre foi um gênero que gosto de jogar”, diz ela.

Foi exatamente porque gostava muito do “Sim Farm”, que quando veio a primeira onda dos joguinhos de Facebook, com “FarmVille”, o “vício” foi instantâneo.

“Todo mundo jogava, mas, conforme foi ficando mais complexo, as pessoas foram abandonando e eu não, ainda joguei por anos!”. Ela só parou quando o jogo se tornou inviável. “Você precisa sempre estar adicionando pessoas no Facebook que jogam, e havia cada vez menos. Depois disso, fiquei anos sem jogar nada”, conta.

Você planta, rega, colhe. E também tem a questão de administrar. Eu gosto bastante”, lembra, Virgínia Cruz, empresária
Você planta, rega, colhe. E também tem a questão de administrar. Eu gosto bastante”, lembra, Virgínia Cruz, empresária Ricardo Amanajás
 

A retomada ocorreu com um jogo nos mesmos moldes, de gerenciamento de um lugar, mas com um cenário bem diferente do rural.

“Eu retomei, há uns três anos, pelo ‘Elvenar’, onde você administra uma cidade de elfos. Esse, eu jogo todo dia. E, recentemente, pela quarentena, procurando algo para tirar a mente dos problemas instalei o “Stardew Valley” e foi outro vício instantâneo”.

O jogo se destaca por ter muitas camadas de história e atividades, além de uma grande comunidade na internet, que produz conteúdo sobre o jogo.

“Eu acho meditativo a repetição de movimento. Geralmente, são jogos que envolvem plantar, você vai plantando quadradinho por quadradinho, acho muito relaxante. Você planta, rega, colhe. E também tem a questão de administrar. Você nunca vai falir nesses jogos (risos), então gosto bastante de administrar os recursos, fazer obras... Me planejar para as obras!”, diz ela, que tem um caderninho com seu planejamento de obras, materiais e recursos de sua fazenda virtual.

Claro que cada jogo traz suas especificidades e tem camadas e atividades que interessam a um jogador e não ao outro. Ela destaca, no auge de sua experiência como “produtora” desde a década de 1990, que é importante estar atento desde o início sobre a jogabilidade, para que depois você não se frustre em não conseguir avançar com seu agronegócio. “Tem jogo que você conta com ajuda de outras pessoas, mas não depende disso totalmente. Esse foi o problema de ‘FarmVille’, que eu não avançava se não tivesse ajuda”.

Reprodução
 


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