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CEASA E SUPERMERCADOS

Agropará: medidas que garantem o abastecimento na pandemia

Para evitar desabastecimento no estado e na capital, Ceasa e supermercados redobraram medidas sanitárias e mudaram estrutura de trabalho. por isso, não faltaram alimentos na mesa dos paraenses durante a pandemia

quinta-feira, 18/06/2020, 09:36 - Atualizado em 18/06/2020, 09:42 - Autor: Laís Azevedo


Movimento da Ceasa: circulação de mercadorias e público foi mantida com medidas de prevenção
Movimento da Ceasa: circulação de mercadorias e público foi mantida com medidas de prevenção | Ricardo Amanajás

A relação entre o campo e a cidade é mais extensa do que as pessoas do centro urbano costumam imaginar. O essencial, que é o alimento, vem de lá. E em um período tão turbulento como o de uma pandemia viral, também é preciso pensar em quanto trabalho a mais levou para garantir tudo disponível nas prateleiras dos supermercados ou nas bancas das feiras. E neste ambientes, também, como muita coisa precisou mudar.

“Houve uma readequação de todos os processos, o que gerou custos extras e uma atenção triplicada. A nossa empresa passou por modificações, inclusive no transporte dos colaboradores, que passou a ter uma frota maior para atender os distanciamentos preconizados. Também compramos túneis de ozônio para desinfecção. Contratamos mais médicos, enfermeiras e engenheiros do trabalho. Fizemos o distanciamento nas unidades industriais. Foi um grande desafio para manter a população abastecida”, comenta Daniel Freire, Diretor

Executivo da Mercúrio Alimentos.

Além de atuar no processamento de carnes e distribuir outras marcas de alimentos variados, eles tem a própria produção em fazendas no Pará. Com clientes no mundo todo, o cenário foi de perdas e ganhos em diferentes circunstâncias. Eles atendem a todo Pará, no Brasil e no mundo, e contam que houve queda na demanda pelo fechamento de estabelecimentos como os food services. Mas, em parte, a indústria de alimentos, de carne, teve essa queda compensada pela desvalorização cambial no mercado internacional.

E houve ainda a abertura de novos mercados nesse ambiente internacional. “Já tínhamos firmado parceria com a China no final de 2019. Passamos a atender as Filipinas agora em maio, além do Peru e outros países na América Latina. Com esse dólar (mais baixo) o produto nacional ficou com preço competitivo, mas a gente ainda espera que o consumo local seja fortalecido”, diz Freire.

No campo, o trabalho continuou - ao menos para esse mercado de carnes - sem grandes afetações. “Nas fazendas, a gente não observou maiores problemas, já que a concentração da virose é nos grandes centros. A fazenda já tem um isolamento geográfico. Também não houve dificuldade na aquisição dos bovinos. O grande desafio, no nosso caso, foi adequar as unidades de processamento. A reabertura gradual dá um otimismo de que o mercado vai voltar a aquecer”, projeta Freire.

CEASA

Para quem trabalha com uma variedade maior de produtos, como é o caso das Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa), o início da pandemia foi marcado pela demanda crescente por alimentos com Vitamina C e outros nutrientes que ajudariam a população a se manter mais saudável. “Aumentou bastante as vendas, as pessoas viam a questão da imunidade, estavam preocupadas com o consumo de frutas, principalmente sucos com frutas que tem bastante vitamina C”, conta Elci Bosque, chefe do núcleo de planejamento de projetos da Ceasa.

O diretor operacional da Ceasa, Antonio Rocha, diz que também houve um pouco mais de demanda em função de outras fontes de fornecimento não estarem atendendo. “E a Ceasa, como tomou grandes medidas de higienização e prevenção, conseguiu se manter aberta para atender à população. Nosso cuidado foi desde o recebimento dos caminhoneiros, em mantê-los trabalhando, com segurança, para que tudo pudesse chegar até aqui. Sem eles não têm abastecimento também”.

Ele destaca produtores rurais que fornecem suas mercadorias através da Ceasa, que são atendidos desde o consumidor final até alguns dos grandes atacados, restaurantes, hotéis e feirantes de outras partes da Região Metropolitana de Belém. “Além do melhor preço do mercado, as pessoas vêm para a Ceasa pela qualidade do produto, algo que nós conseguimos manter mesmo nesses meses de pandemia, e acredito que também ajudou a segurar esse movimento”, diz Rocha.

SUPERMERCADOS

Nos supermercados, o movimento também cresceu. “Logo que começaram a decretar o fechamento de estabelecimentos que não eram essenciais, que a doença chegou ao estado, teve muita gente que se preocupou que fosse faltar e ficaram estocando em casa todo tipo de alimento e produto. Eu acredito que não tem necessidade disso”, diz o diretor-presidente do Grupo Formosa, José Oliveira, também vice-presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas).

José Oliveira, diretor-presidente do Grupo Formosa e vice-presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas)
José Oliveira, diretor-presidente do Grupo Formosa e vice-presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas) Ricardo Amanajás
 

No entanto, ele não deixa de apontar alguns aumentos, como o feijão e o arroz, que subiram bastante em alguns momentos durante os últimos três meses de pandemia. “Fora isso, o abastecimento foi normal; até a carne a vácuo estabilizou tem quase um mês, ela vinha subindo muito. O caminho do campo até aqui também está normal no momento, não tive problema. A demanda tem estado boa e o movimento praticamente normal. A tendência é que a gente continue mantendo a todos abastecidos”, diz ele.

José Oliveira diz que o abastecimento está garantido, inclusive de carnes
José Oliveira diz que o abastecimento está garantido, inclusive de carnes Ricardo Amanajás
 

 

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