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Pesquisa em melhoria genética atravessa décadas e garante evolução animal

segunda-feira, 16/12/2019, 13:10 - Atualizado em 16/12/2019, 13:10 - Autor: Lais Azevedo


| Divulgação

Ainda não foram fechados os dados de 2019, mas a tendência é que que ele traga bons resultados, como ano passado, quando o Pará alcançou o 5º lugar em rebanho bovino no ranking nacional, apresentando cerca de 20,6 milhões de animais nos pastos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta ainda que em todo o país são 213,5 milhões de bovinos, sendo o município paraense de São Félix do Xingu, o líder nacional de boi no pasto, com 2,25 milhões de animais.

Além disso, este ano, quatro frigoríficos paraenses receberam habilitação para exportar para o mercado chinês. Dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) mostram que os quatro sozinhos representam quase 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos. E é importante destacar como a comercialização de carne no mercado internacional mantém o setor e, consequentemente, o mercado interno e os empregos gerados pela atividade.

Em Xinguara, a Fazenda Água Fria é reconhecida pelo pioneirismo no setor e representa bem os avanços tecnológicos da última década. “Meu pai veio do interior de Goiás para abrir a fazenda em 1972, sendo nessa região (Sul do Pará) um pioneiro a trabalhar com bovino de corte. Hoje, somos pioneiros com a venda de genética (touros nelore), que representa 50% do nosso rendimento - foram quase 700 touros nelore vendidos em 2019; e em 2020 serão mil”, diz o zootecnista João Carlos Guimarães Filho, que herdou do pai o nome e a visão empreendedora.

Eles estão entre as três maiores empresas de transferência de embrião do país. “Foi algo que demandou um grande investimento, mas também contou com a tradição da fazenda, que já era reconhecida pela qualidade”, comenta. A venda atende a praticamente toda a região Norte, indo para estados como Tocantins e Maranhão. Eles ainda realizam dois leilões anuais: em agosto, com 400 touros nelore, em Xinguara; e, em outubro, em Marabá.

Já as atividades com bovino de corte é realizada praticamente toda com gado de cria. “A gente realiza o ciclo completo”, diz ele. Todos os machos são criados em rotacionado - o sistema trabalha com dez cabeças por hectare e é feito o investimento em divisão de pasto e adubação. “Nosso produto é diferenciado pela qualidade que tem, então colocamos os frigoríficos em concorrência para ver o melhor preço”, explica. No início do ano de 1990, a fazenda implantou a Estação de Monta e asprimeiras experiências com Inseminação Artificial (IA). Em 2000, os animais entraram para o Programa de Melhoramento da Raça Nelore (ANCP) e hoje também participam do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ/ABCZ). Desta forma, os animais são duplamente avaliados. Em 2011, com a Fecundação In Vitro (FIV), todas as doadoras passaram a ser escolhidas pela qualidade de produção e pela avaliação genética.

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