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AUMENTO DO PREÇO

Ministra diz que Brasil pode passar a importar carne bovina

quarta-feira, 27/11/2019, 15:54 - Atualizado em 27/11/2019, 15:54 - Autor: Fonte: Uol


| Reprodução

Diante do aumento do preço da carne bovina no Brasil, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Dias, declarou que em caso de desabastecimento da carne bovina no País, o governo poderá importar o produto de países como o Paraguai.  Ela ainda afirmou que alta no preço ocorre porque o preço da arroba do boi permaneceu congelado por muitos anos. A declaração foi feita durante a inauguração do complexo industrial de processamento e refino de soja da Coamo, em Dourados na segunda-feira (25). Vale lembrar que o Brasil possui um dos maiores rebanhos bovinos do mundo.

A arroba do boi apresentou grande valorização nos últimos dias. Em 15 de outubro a arroba do boi gordo em Mato Grosso do Sul custava R$ 155,50, conforme dados da Scot Consultoria. Na última segunda-feira a arroba estava cotada a R$ 207,00 em Campo Grande, aumento de 33,11% em pouco mais de um mês.  “Você tem que lembrar quanto tempo a arroba do boi ficou parada? O produtor rural aguentou muitos anos isso. Esse é um momento de equilibrio dessa cadeia produtiva, a cadeia vive um momento de euforia, mas já esse mercado vai se equilibirar, os preços não serão os praticados há dois meses, mas acho que essa euforia não continua, é um momento de ajuste da carne brasileira. Eu acho que não se pode dizer vai faltar [carne] e outra coisa o Brasil é exportador mas também pode importar a carne se precisar para dar equilíbrio ao mercado”, afirmou a ministra Tereza Cristina. 

Para o presidente da Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carne (Assocarnes-MS), Sérgio Capuci, a formação do preço da arroba está tanto ligada à falta de animais no País quanto à exportação para a China. “Se a gente for calcular os impactos na formação do preço da arroba e consequentemente do aumento da carne para o consumidor, a exportação para a China representaria uns 30%. Os outros 70% por causa da baixa oferta de animais principalmente por causa do período de estiagem”, explicou. 

Capuci reforça ainda que não acredita que faltará carne no mercado interno sul-mato-grossense, mas que caso faltasse, provavelmente a importação seria realizada do Paraguai. “O que já está acontecendo é a redução do consumo, por isso, não acredito que faltará carne no mercado interno. Com a chegada dos novos preços da carne aos consumidores, eles acabam reduzindo o consumo. Caso fosse preciso comprar de fora seria da Argentina, mas está mais caro, também. Estão com muita exportação. A mesma coisa o Uruguai que está importando aqui do Brasil, porque está faltando lá. Acredito que hoje seria do Paraguai”, informou.

 

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