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MINAS GERAIS

Falso "sugar daddy" extorquiu e estuprou mais de 170 mulheres 

sexta-feira, 11/10/2019, 16:38 - Atualizado em 11/10/2019, 16:38 - Autor: Fonte: Correio Braziliense


| reprodução

Um caminhoneiro do interior de Minas Gerais foi preso por ter criado uma rede de extorsão, sadismo e estupros virtuais com 173 vítimas já identificadas pela Polícia Civil. Segundo os investigadores, Roney Schelb atuava nas redes sociais como um falso “sugar daddy”, expressão em inglês que serve para classificar quando um homem dá presentes e dinheiro a menores, em troca de favores sexuais.

O caminhoneiro mantinha vários perfis em redes sociais, nos quais fazia com que mulheres e adolescentes lhe enviassem fotos e vídeos de sexo em troca de dinheiro. Tudo começava com uma oferta em dinheiro pelos conteúdos sexuais da vítima, mas logo em seguida o golpe se revelava. Após receber os primeiros vídeos, Roney não pagava as vítimas e ainda as extorquia, sob ameaça de divulgar publicamente o conteúdo.

O suspeito fez vítimas em 13 estados e foi detido no último dia 2, no sítio que alugava em Juatuba, nas proximidades de Belo Horizonte. Ele prometia de R$ 2 mil a R$ 10 mil por vídeos e fotografias das vítimas que conhecia pelos perfis de redes sociais que criava.

O suspeito foi descoberto depois da denúncia de uma vítima e de a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Informático e Fraudes Eletrônicas ter rastreado as atividades envolvendo propostas monetárias para sugar daddys e suga babies na operação que foi denominada Sodoma, numa referência à cidade bíblica das perversões e do pecado.

Na propriedade em Juatuba foram encontrados apetrechos sexuais, mídias com vídeos pornográficos com adultos e adolescentes, lubrificantes, fantasias, smartphones e notebooks. "Essa pressão que o suspeito fazia levou a casos de loucura e até de tentativas de suicídio, pois o suspeito fazia um levantamento de vida da vítima, usando de ameaças para conseguir satisfazer a sua lascívia", conta o delegado responsável pelo caso, Magno Machado Nogueira.

A ação ocorria desde 2015 e os policiais precisaram de grande dedicação para comprovar os crimes, chegando a mais de 15 horas diárias de investigação. Além dos vídeos comprometedores que o suspeito obrigava as vítimas a fazer, muitas vezes envolvendo cães e outros animais, era uma parte do jogo mental que ele fazia, com a criação de vários perfis onde se passava por outras pessoas para ganhar a confiança das vítimas e as atormentar.

Uma das mulheres chegou a se mutilar cortando o braço com uma lâmina para tentar sensibilizar o suspeito. "Parece que quanto mais sofrimento o suspeito causava, mas prazer ele tinha. Não demonstrava qualquer compaixão pelas vítimas", disse o delegado.

O suspeito responde por violação sexual mediante fraude, extorsão, estupro virtual, estupro e armazenamento de conteúdo pornográfico envolvendo menores. Em depoimento o suspeito preferiu não dizer nada.

 

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