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Indicado de Bolsonaro à PGR assina documento sem ler

quarta-feira, 25/09/2019, 21:53 - Atualizado em 25/09/2019, 21:53 - Autor: Reprodução


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Augusto Aras, candidato de Bolsonaro a novo procurador-geral da República (PGR) admitiu, durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que assinou sem ler um manifesto da Associação de Juristas Evangélicos que defendia a “cura gay” e não reconhecia famílias constituídas a partir de relações homoafetivas. Aras está sendo sabatinado nesta quarta-feira, 25.

A carta assinada por Aras foi revelada em reportagem da Folha de S.Paulo. O documento expõe argumentos contra o aborto e a tributação de igrejas e aborda sexualidade, refugiados e ensino, entre outros temas. Entre eles o não reconhecimento de família, na esfera pública, composta por uma união homoafetiva. “A instituição familiar deve ser preservada como heterossexual e monogâmica”, defende o texto.

“Eu tenho muito orgulho da minha família, eu tenho um filho. O senhor não reconhece a minha família como família? Eu tenho subfamília? Porque esta carta diz isso, senhor procurador. E diz mais: estabelece cura gay. Eu sou doente, senhor procurador?”, questionou o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), sendo aplaudido por senadores como Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

“Não quero dizer a Vossa Excelência nem a ninguém que não tenha família”, afirmou Aras dizendo que “não leu a pauta inteira” que assinou. “Minha única ressalva é de ordem formal. Eu me sentiria muito mais confortável por mim e por meus amigos e amigas que têm casamento em todos os sentidos com pessoas do mesmo sexo com uma legislação e com uma norma que eu não leia ‘homem e mulher’, mas leia ‘pessoa, cidadão, cidadã'”, disse o subprocurador.

Aras completou, ainda, que não acredita em “cura gay”. O subprocurador defendeu que, no tema identidade de gênero, “cada cidadão possa escolher, na idade adequada, sem influência de quem quer que seja, fazer sua opção de gênero”. A oposição de Jair Bolsonaro à “ideologia de gênero”, como ele chama, uma das bandeiras eleitorais do então candidato.

 

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