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Uber vai indenizar casal de idosos enganados por motorista da plataforma

sábado, 21/09/2019, 18:55 - Atualizado em 21/09/2019, 18:59 - Autor: Fonte: Correio Braziliense


O homem cobrou um valor 400 vezes maior aos passageiros
O homem cobrou um valor 400 vezes maior aos passageiros | Reprodução

Um casal de idosos que foi enganado por um motorista da Uber, irá receber uma indenização de aproximadamente R$ 5 mil, por danos morais e materiais. Os passageiros fizeram o pagamento de R$ 2.640 em uma corrida que custou R$ 6,40. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o motorista sugeriu o pagamento com cartão de crédito, pois alegou que não tinha troco para R$ 10. Na máquina de cartão, foi colocado o valor exorbitante.

O caso aconteceu em 7 de maio deste ano e foi julgado neste mês. Segundo o TJMG, o casal solicitou a corrida do aplicativo depois de uma consulta médica. Eles iriam voltar para casa. A corrida estimada foi de R$ 6,40. Porém, durante o percurso, o aplicativo enviou mensagem solicitando a mudança do pagamento para dinheiro.

Sendo assim, o passageiro entregou uma nota de R$ 10 para o condutor, identificado pelas iniciais L.C.S., que informou não ter troco. Com isso, sugeriu o pagamento com cartão de crédito, o que foi feito. 

O casal percebeu que foi vítima de um golpe somente dias depois. Eles notaram que foi cobrado o valor de R$ 2.640 em nome de uma empresa, que tem como titular o motorista. A data e o horário da transação coincidiram com o horário em que eles solicitaram a corrida. 

Justiça

O casal, segundo o TJMG, tentou solucionar o problema com a Uber, mas sem sucesso. A empresa teria alegado que atua somente como intermediadora dos serviços de transporte e que jamais recebeu o valor cobrado. Diante disso, os passageiros entraram na Justiça contra a empresa solicitando a indenização. 

O caso foi julgado pela juíza Beatriz Junqueira Guimarães, do Juizado Especial Cível. Segundo a magistrada, a Uber foi quem gerou o vínculo entre os clientes e o prestador de serviços de transporte.

Segundo ela, a empresa recebe lucro com a intermediação entre motoristas e consumidores, e possui uma série de mecanismos para assegurar que os serviços sejam prestados devidamente, como a avaliação do trabalho prestado pelo motorista e o requerimento de identificação completa para seu cadastramento. Diante disso, ela entende que a Uber é responsável por eventuais problemas que atinjam os seus usuários.

Para a juíza, o valor de R$ 2 mil não traz enriquecimento ao casal, mas atinge os cofres da empresa, de modo que sua diretoria “se atente e dê melhor orientação aos seus prepostos e administradores, disponibilizando maior segurança aos consumidores”.

Em nota, a Uber informou que vai recorrer da decisão. 

 

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