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Paysandu é o grande destaque no Troféu Camisa 13

terça-feira, 21/05/2013, 08:24 - Atualizado em 21/05/2013, 08:24 - Autor:


Há 21 anos, o Camisa 13 se mistura com a história do futebol paraense. Por meio das imagens vinculadas na RBATV, torcedores de diversos cantos do estado acordam bem cedo, por volta das 6:30, para acompanhar como foi o fim de semana do seu time do coração. Mas, foi a partir de 1993 que o torcedor pôde comprovar toda essa paixão. Em uma noite daquele ano, na extinta boate “Olê Olá”, acontecia o que viria a se tornar a maior premiação do esporte paraense: o conceituado Troféu Camisa 13. Em uma nova noite, 20 anos depois, a premiação volta acontecer hoje, a partir das 20 horas, no Hotel Hilton, na Avenida Presidente Vargas, no centro de Belém. 


Idealizado pelo Grupo RBA, tendo a frente os comunicadores Marco Antônio e Ronaldo Porto, começava ali uma história de superação, alegria e, acima de tudo, reconhecimento. “O Camisa 13 surgiu da necessidade de dar uma motivação a mais para os participantes do Campeonato Paraense porque, em 93, não existia nenhum um tipo de premiação ou festa de encerramento, nem a FPF (Federação Paraense de Futebol) fazia algo. Então queríamos prestar um reconhecimento aos atletas”, recorda Zaire Filho, que assumiu a missão de ser o cerimonialista do evento a partir da segunda edição.


Ao longo dos anos, os times de Belém, Clube do Remo, Paysandu, Tuna Luso Brasileira aprenderam a conviver com toda a interiorização do campeonato. Times oriundos de diversas partes do estado, como Cametá, Tucuruí, Castanhal, Santarém e, mais recentemente Salinas e Paragominas. O camisa 13, claro, acompanhou todo esse processo. “Nos primeiros anos, a votação era apenas em um ponto na cidade, que era na portaria da RBA. E, aos 21anos de existência, nós no adequamos ao que existia para alcançar o maior número de votantes. Temos duas vertentes de votação: as urnas fixas e temos a votação eletrônica pela internet”, conta Zaire. Não à toa, o Troféu Camisa 13 também é chamado de premiação mais popular do esporte. “Não há dúvidas em falar que o torcedor que vota no Camisa 13 é apaixonado”, afirma.


Jacaré leva cobiçada taça do interior 


O tempo passou, mas a essência do Troféu Camisa 13 continua a mesma. Logo mais às 20 horas, uma nova remessa de desportistas serão homenageados por seus trabalhos, em uma noite onde a emoção do esporte falará mais forte. E se é para falar de emoção, não se pode esquecer do torcedor, a engrenagem principal da premiação.


“Estaremos recebendo, autoridades, atletas, dirigentes, presidentes de diversas Federações e membros da imprensa. Mas, claro, que não nos esquecemos do torcedor. A cada ano que passa, ele se faz mais presente na festa. Amanhã (hoje), teremos duas mesas de torcedores sorteados por nós para participarem do evento. É o momento deles ficarem mais próximos da gente e dos próprios ídolos”, explica Zaire Filho, coordenador do Troféu Camisa 13. Além disso, ao longo das três parciais da votação, torcedores eram sorteados para receberem prêmios, que variaram desde um Kit Camisa 13 até um Televisor LCD.


Desde segunda-feira, a coordenação do Camisa 13 divulgou o nome dos 16 ganhadores que formaram a seleção dos melhores do Campeonato Paraense 2013, escolhidos pelo voto popular. Completando a lista, ainda entram o artilheiro do campeonato (Aleilson), o campeão paraense (Paysandu) e o campeão do interior (Paragominas). 


Além disso, uma comissão técnica, envolvendo toda a equipe de esportes do Grupo RBATV (Jornal, Rádio e TV), fica responsável pela escolha de três momentos aguardados da noite: “O Gol Placa 13”, “Destaque do Amadorismo” e a “Personalidade Esportiva do Ano”. “São os momentos surpresas da premiação, porque são anunciados na hora”, diz Zaire.


Reconhecimento abrange todas as classes, até a do juiz


A seleção principal desse ano ficou composta por oito jogadores do Paysandu e três do Clube do Remo. Nada de estranho. “Mesmo nesses anos todos em que Remo e Paysandu têm ficado de fora das finais do Campeonato, as presenças deles sempre são grandes porque, apesar da força das equipes do interior, eles ainda são a maioria”, explica Zaire Filho.


Um desses escolhidos foi o atacante Val Barreto, um dos representantes do Leão. Mesmo o time não tendo atingindo o objetivo principal e ficado até mesmo sem calendário para o segundo semestre, Val foi lembrado 3.380 votos. “Fico muito feliz por esse reconhecimento. A torcida do Clube do Remo é fantástica. Só tenho agradecer e sempre vou ter boas lembranças deles. Espero um dia voltar”, comentou o atacante.


Saindo do âmbito dos boleiros, os tão xingados juízes também recebem seus troféus na premiação do Camisa 13. O árbitro Dewson Freitas da Silva que o diga. Esse ano ele marca o bicampeonato, já que ano passado foi quem representou a classe. “Representa mais uma conquista para a nossa arbitragem. A gente fica bastante feliz porque as pessoas que escolhem tem credibilidade e é um reconhecimento por todo o nosso trabalho”, afirma Dewson.


(Diário do Pará)

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