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Paragominas vence de virada e vai para final

segunda-feira, 29/04/2013, 05:45 - Atualizado em 29/04/2013, 05:45 - Autor:


Achuva pesada pela tarde brindou as duas equipes com um gramado extremamente encharcado. Por problemas na parte elétrica da Arena Verde, o início da partida foi atrasado por quase 20 minutos. Os primeiros movimentos, truncados e marcados pelos embaraços com o gramado, davam a entender que o jogo poderia ser monótono. Não foi. Paragominas e Tuna realizaram um jogo eletrizante, marcado pela aplicação ofensiva dos donos da casa e da impressionante raça cruzmaltina. O resultado final foi uma vitória de 2 a 1 do Paragominas, com gols de Fabrício, para a Águia, e Aleílson e Beá para o Jacaré. Agora o Paragominas vem a Belém enfrentar o Remo pelo primeiro jogo das finais da Taça Estado do Pará nesta quarta-feira e decide o turno jogando em casa no próximo domingo.


O primeiro tempo seguiu truncado, e com muitas dificuldades nas poças dágua. O Jacaré, mais acostumado a jogar no gramado encharcado, dominou as ações, mas não conseguiu criar muitas chances de perigo. A partir dos 10 minutos, a Tuna conseguiu encaixar seu sistema de jogo e partiu pra cima do Paragominas. Em uma blitz do ataque tunante na área do Paragominas, Lucas foi derrubado e o árbitro marcou a penalidade. Fabrício chutou para a defesa de Mike Douglas mas, no rebote, abriu o placar para a Tuna. 


O gol mexeu com os brios do elenco do Jacaré e a equipe passou a sistematicamente buscar o gol de empate, perdendo grande oportunidade com uma cabeçada de Aleílson na trave e depois com uma cabeçada de Jayme que passou rente à trave. Mas a raça cruzmaltina era mais forte. Mesmo com algumas dificuldades para articular o time novamente para o ataque, a defesa tunante segurou a pressão com competência até o final do primeiro tempo.


No início do segundo tempo, o Paragominas veio ainda mais pra cima da Águia, colocando mais um atacante em campo, mas a reação cruzmaltina foi surpreendente – sem mexer no time, a equipe voltou mais motivada e buscando o gol com uma vontade ainda maior. A Águia Guerreira do Norte criou duas boas oportunidades de gol, antes do Jacaré ter sua primeira. 


O técnico Charles Guerreiro, partindo para o tudo ou nada, lançou o meia Eduardo no posto do lateral Devan, e jogou a equipe cruzmaltina para seu campo de defesa. A partir daí, foi defesa contra ataque, com Dida se destacando em grandes defesas. 


Mas a vitória cruzmaltina ruiu aos 38: Aleílson recebeu cruzamento e, de cabeça, colocou para o fundo das redes. Com um resultado que rebaixava a equipe, a Tuna ficou atordoada e acabou sofrendo um segundo gol aos 47 – Dida errou troca de passes com Darlan e deixou Beá sozinho, na frente da área, para finalizar – matando o jogo e selando a classificação.


Euforia e novos voos no PFC


E o time mais regular da competição atingiu seu momento de ápice. Em uma partida dura, marcada pela entrega dos donos da casa e a raça da equipe cruzmaltina, o Paragominas saiu atrás no marcador mas retomou a vantagem, empatando aos 38 do segundo tempo. A explosão de felicidade foi tão contagiante, na lotada Arena Verde, que a equipe ainda teve tempo de fazer o segundo gol e virar o jogo. Agora o Paragominas chega à decisão da Taça Estado do Pará com a vantagem de decidir em casa e jogar por dois resultados iguais.


O zagueiro San, campeão paraense por Remo e Paysandu, destacou o trabalho desenvolvido dentro do clube para chegar à decisão nas condições que o time chegou. “Só Deus sabe como a gente trabalha aqui. O clube tem apenas um ano, mas temos jogadores que estão acostumados a disputar o título do Campeonato Paraense. A Tuna valorizou muito a nossa classificação, com um jogo de muita pegada, mas, graças a Deus, chegamos lá e agora é trabalhar pensando na quarta-feira”, disse o zagueiro.


O volante Paulo de Tarcio destacou a mudança de atitude, após a conversa nos vestiários: “Não começamos bem a partida, tomamos um gol ainda no primeiro tempo e fomos um tanto displicentes. Na conversa de vestiário voltamos melhor. Partimos pra cima e conseguimos superar a defesa da Tuna”, definiu. “Esse jogo foi teste para cardíaco”, completou o lateral Magno.


A vitória comoveu torcedores, que permaneceram festejando nas arquibancadas um bom tempo após o final do jogo, e também atletas. Ilaílson chegou a chorar após a partida. “Não tem como descrever essa emoção. Minha família veio me ver e nós conseguimos a classificação!”, ele disse, acrescentando que as ambições do grupo não se encerram por aí. “Aqui no Paragominas tem homem! Estamos na final e vão ter que nos engolir!”, disse o volante do Jacaré.


Tuna: a queda e a desolação nos vestiários


A Águia do Souza não conseguiu segurar os avanços do Paragominas e o único resultado que interessava, que ela conseguiu manter durante a maior parte da partida, se esvaiu nos momentos finais. A derrota por 2 a 1 joga para o esquecimento a boa campanha de recuperação que o time desenvolveu ao longo do segundo turno, comandada com maestria pelo técnico Cacaio e coloca o time para disputar a primeira fase do Parazão 2014, ao lado de Águia de Marabá, São Raimundo, Independente de Tucuruí, Castanhal e Parauapebas, no final do segundo semestre. 


Terminada a partida, atletas e comissão técnica correram para os vestiários. Em clima de desolação, ninguém conversou com a imprensa – tão logo chegaram aos vestiários recolheram seus materiais e partiram de ônibus de volta ao hotel, antes do retorno à Belém. Clima de desolação na Águia Guerreira, agora ferida pelo rebaixamento.


Quem acabou comentando sobre a Tuna foi justamente o técnico adversário, Charles Guerreiro. No ano anterior, Charles comandava a Tuna e foi eliminado por Cacaio, que à época treinava o Cametá. “Imagino o que o Cacaio passou. Foi difícil a minha passagem por lá. Montamos uma boa equipe mas, na reta decisiva, os problemas financeiros acabaram comprometendo. Trabalhar com essa realidade é sempre um desafio e eu acredito que o Cacaio fez um grande trabalho”, disse o comandante do Paragominas.


(Diário do Pará)

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