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RexPa: clássico nervoso e indefinido

sábado, 27/04/2013, 08:57 - Atualizado em 27/04/2013, 10:04 - Autor:


Se há uma semana o clássico Re-Pa, ensanduichado com uma rodada de Copa do Brasil, jogado num horário estranho – de noite num sábado – e desmotivado pelas contrastantes péssima fase do Remo e boa fase bicolor perdeu um pouco de seu molho e a arquibancada acabou com um público pequeno para os padrões locais. Desta vez, a situação é bem diferente. A vitória azulina por 2x1 reverteu a vantagem bicolor e veio como um grande reforço na moral do Clube do Remo. O resultado também serviu para mexer com os brios bicolores, seus atletas chegaram a discutir em campo, contrariados com o desempenho apático do time. E no decorrer da semana, situações se somaram para nos trazer a esse sábado com a velha constatação: Re-Pa é imprevisível.


O vitorioso Leão Azul de Antônio Baena volta a campo com a proposta de repetir o esquema tático que surpreendeu bicolores no primeiro tempo e garantiu a vitória. Repetir as peças, no entanto, acaba se tornando uma missão complicada: aos já suspensos por cartão amarelo com Mauro Pastor, Carlinhos Rech e Val Barreto se somaram o zagueiro Zé Antônio, o lateral Berg e o atacante Branco, os dois primeiros por problemas físicos e o último por suspensão.


O técnico Flávio Araújo testou alternativas para o jogo, mas as chances são grandes de repetir a escalação da primeira partida.
Já o técnico Lecheva também precisou lidar com vários desfalques. Aos desfalques previamente conhecidos, Raul, Ricardo Capanema e Heliton – todos por terceiro cartão amarelo – somou-se a provável perda do maestro da equipe, o meia Eduardo Ramos, vítima de uma virose.


O técnico bicolor trabalhou alternativas durante a semana, como a entrada de Alex Gaibu no meio campo. Billy e Esdras disputam a vaga de Capanema e Thiago Costa aparece como substituto de Raul. O técnico também ameaça algumas mudanças estratégicas. Além da entrada de João Neto no posto de Heliton, o treinador tem testado a entrada de Rafael Oliveira no lugar de Iarley. Situações que só vão se esclarecer no Mangueirão.


Se a exigência de conquistar uma vitória para garantir a classificação pode parecer pesada, para o grupo bicolor ela serve também como estímulo – no primeiro turno, quando jogou em desvantagem, o time venceu. Atletas bicolores bateram nessa tecla ao longo da semana. Ao Remo, um empate basta para garantir a vaga na decisão e ficar há um passo de conquistar a sonhada vaga para Série D. O técnico Flávio Araújo, no entanto, afirma que o time deve voltar a jogar de forma ofensiva e buscando o gol. Diversos elementos se misturam para fazer deste Re-Pa, o de número 718, um jogo imprevisível e de fortes emoções.


Atrás do golzinho salvador pra limpar essa barra


As baixas inesperadas no time do Paysandu forçaram o técnico Lecheva a promover diversas alterações no time, em caráter experimental. No total, além das suspensões de Raul, Ricardo Capanema e Heliton, ainda resta dúvida sobre a permanência do meia Eduardo Ramos, acometido de virose e ausente dos coletivos e uma possível mudança na lateral-esquerda, onde Alvim e Pablo revezam.


O número de ausência, no entanto, não significa dizer que o Paysandu esteja cambaleando. Acostumado a modificar o time no decorrer da competição, o treinador tem uma série de substitutos que inspiram confiança e já mostraram isso em campo. Será o melhor ataque da competição, com 47 gols contra 33 do segundo colocado, justamente o adversário.


“Nós temos esse lado positivo do melhor ataque, então a gente tem tudo para fazer gol, já que em todas as partidas nós deixamos ao menos um. A gente espera colocar em prática neste sábado para chegar na final. Não só o ataque, mas toda a equipe está concentrada em fazer gols e não tomar”, opina o meia Alex Gaibu, titular nos treinos semanais e confiante na possibilidade de entrar em campo no lugar do “maestro”. “O Eduardo é um cara mais de armação e deixa os companheiros na cara do gol. Eu sou mais um meia-atacante que chega na área pelos lados do campo”.


Contabilizar as baixas, na visão dos jogadores, não é a prioridade. “A gente não está preocupado com a outra equipe, e sim com a nossa. Fizemos uma semana muito intensa de trabalhos, consertamos os erros do último jogo e estamos muito concentrados para o jogo”, dispara Rodrigo Alvim.


Escalação azulina será liberada só nos vestiários

Em circunstâncias normais, o técnico Flávio Araújo gosta de fazer mistérios às vésperas de jogos decisivos. Ontem, a 24 horas do Re-Pa, acumulando seis desfalques ao longo da semana, não poderia ser diferente. Flávio Araújo diz que só iria confirmar a sua equipe algumas horas antes do jogo. “Só vou decidir isso por volta das 15h de sábado”.


O setor de defesa é o que mais gera preocupação. Dos seis desfalques, três são zagueiros. O último pregou uma verdadeira peça no treinador. Depois de passar três dias treinando entre os titulares, na quinta-feira, Zé Antônio foi contaminado pela gripe que assolou o estádio Baenão esses dias. Mais que isso: depois de exames detalhados, constatou-se que Zé, na verdade, adquiriu varicela, popularmente conhecido, como catapora.


“Deve precisar de umas três semanas para retornar”, revelou Ricardo Ribeiro, médico do Remo. Com a baixa, Flávio ficou somente com Henrique e garotos Yan e Gabriel das categorias de base para armar o setor.


Além dos três defensores, os atacantes Val Barreto e Branco e o lateral-direito Berg, que se recupera de lesão, completam a lista de desfalques. Com certa preocupação de colocar dois garotos em um jogo muito importante, Flávio afirma que pode entrar até mesmo com inédito o 4-5-1, com Nata sendo improvisado como zagueiro. “Sistema, estudo dois, 3-6-1 e o 4-5-1. É decisão e vale tudo”, considera.


(Diário do Pará)

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