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Jogadores do Paysandu investem em dedicação

quinta-feira, 18/04/2013, 05:57 - Atualizado em 18/04/2013, 05:57 - Autor:


A expectativa para o dia de hoje gira em torno do treino coletivo, que pode dar contornos ao time que enfrenta o Clube do Remo, no próximo sábado (20), no Mangueirão. De posse de todos os atletas, o técnico Lecheva pode acenar com a formação da maioria dos jogos, ou prosseguir em teste com pequenas mudanças, em especial na lateral-esquerda e no ataque.


No último jogo, pela Copa do Brasil, o treinador optou por colocar a dupla de ataque com Héliton e Iarley, deslocando João Neto e Rafael Oliveira para o segundo tempo. Já na ala esquerda, Rodrigo Alvim retornou ao time, enquanto Ricardo Capanema estava suspenso. Se continuar com todas as peças á disposição, o Papão projeta um término favorável ao segundo turno.


“Em quatro jogos a gente pode estar definindo o Campeonato Paraense, mas antes, temos que passar pelo Clube do Remo, um grande adversário e um grande clássico. A nossa motivação para isso será a alegria do nosso torcedor”, acredita Alvim, que admite desconhecer totalmente o pensamento do técnico sobre a onzena titular do sábado. “Isso ai tem que perguntar para o Lecheva. E como eu falei, eu prefiro jogar do que treinar, mas para esta partida estou bastante motivado”.


Motivação, aliás, parece não ser problema na Curuzu. Sem pendências internas ou externas, o grupo se mantém eufórico, mesmo trabalhando durante o dia, no sol forte, sob temperaturas elevadas. “Você ter todo mundo treinando, não tem ninguém com lesão grave e um ambiente bom, serve de ponto favorável ao nosso time. A gente espera continuar nesse nível de alegria, amizade e companheirismo e que a gente possa transmitir isso para o torcedor com uma bela vitória”, completa Eduardo Ramos.


Trabalho exige velocidade na troca de passes


Enquanto observa o futuro na Copa do Brasil, ainda sem data para iniciar a segunda fase, o Papão da Curuzu faz o que tem feito há 25 dias, tratando-se de Campeonato Paraense: treinos e mais treinos. Na manhã de ontem, quando se achava que os bicolores fariam coletivo, a comissão técnica preferiu um trabalho técnico, mais voltado para o toque e posse de bola.


Lecheva trabalhou com campo reduzido e dividiu duas equipes para um bate-bola em dois toques. A prioridade nesse tipo de trabalho é acelerar a visão de jogo, com trocas rápidas de passe, e uniformizar o grupo, uma característica que dificulta a marcação e envolve aos poucos o adversário, quando bem executado. Foi assim, por exemplo, que o Paysandu venceu o maior rival nas últimas duas partidas. A terceira, em especial, foi uma aula tática, e assim os bicolores esperam atuar no sábado, às 18h30, no Mangueirão.


Independente do trabalho executado, o time tem em vista que no sábado vale novamente a velha máxima do futebol, “em clássico não tem favorito”. E, mesmo na expectativa por um adversário desgastado, dificilmente o ânimo das equipes irão se abater diante da torcida paraense. “Na verdade, eu prefiro jogar a treinar. Então, eu no lugar deles ficaria feliz”, completa o lateral-esquerdo Rodrigo Alvim, sobre a situação do maior rival.


Facilidade não existe


Em um jogo apático, sem qualidade e conteúdo técnica, Portuguesa (SP) e Naviraiense (MS) empataram em 1 a 1, no estádio Canindé, ofertando ao time mato-grossense a condição de próximo adversário do Paysandu, na segunda fase da Copa do Brasil. Os bicolores por sua vez, se mostraram surpresos com o resultado, sobretudo pelo desconhecimento de alguns sobre o próximo compromisso.


“Sem dúvida surpreende. Acho que pode ser considerada a primeira zebra, apesar da Portuguesa, a gente saber que tem investimentos diferentes. Eu não assisti o jogo, mas meu pai me ligou meia noite para contar o resultado. Então, sem dúvida a atenção tem que ser dobrada porque as dificuldades serão grandes”, opina o meia Eduardo Ramos, que prefere não minimizar a expressão do próximo adversário.


“Diante de qualquer time o Paysandu tem obrigação de vencer. Independente deles terem tirado uma boa equipe da competição, você joga para sair com a vitória. É uma oportunidade boa de chegar à terceira fase. A Copa do Brasil é uma vitrine muito grande e nós vamos nos preparar bem para isso”, prossegue.


Quando perguntado sobre a possibilidade de eliminação na primeira partida, uma vez que o primeiro jogo será na cidade de Naviraí, distante 370 quilômetros da capital Campo Grande, o maestro não esconde a intenção, mas sabe que um prognóstico antecipado, principalmente numa competição acostumada a apresentar zebras, pode não ser benéfico ao emocional da equipe, preferindo apenas centralizar a preparação no adversário de sábado. “Pode ser sim. Temos tudo para isso, mas temos que ir lá e fazer o jogo da vida, não tomar dois, três gols e achar que aqui dentro a gente vai conseguir com facilidade. Não vou nem pensar nesse jogo, a Copa do Brasil é importante, mas temos uma decisão no sábado mais importante”.


(Diário do Pará)

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