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Papão vence nos bastidores, mas decisão é em campo

terça-feira, 16/04/2013, 05:56 - Atualizado em 16/04/2013, 05:56 - Autor:


Após a reunião marcada pela Federação Paraense de Futebol, e representantes de Remo, Paysandu, Tuna Luso e Paragominas, ficou acertado que os dois jogos de ida da semifinal do segundo turno do Campeonato Paraense serão no sábado (20) e domingo (21). O primeiro embate será o clássico Re x Pa, às 18h30, do sábado, enquanto a Águia do Souza recebe o Jacaré, no estádio Francisco Vasques, às 9h30 de domingo.


O presidente do Paysandu, Vandick Lima, representou o clube e ao deixar a sede da Federação, disse estar satisfeito com o desfecho da história, sobretudo pela concordância das partes, que em nada se opuseram à proposta da FPF, representada pelo vice-presidente, José Ângelo Miranda, enquanto o Coronel Antônio Carlos Nunes se encontra em viagem ao Rio de Janeiro.


“A Federação definiu que a tabela vai ser mantida. Os quatro clubes presentes manifestaram esse interesse, que bom. Agora é só pensar em preparar a equipe para o sábado. Foi determinação da Federação, o Paysandu não se opõe a horário. Tanto tempo parado, o torcedor finalmente vai rever a equipe e logo num jogo decisivo”, destaca, mas sem inflamar a relação com o maior rival, que se opôs aos jogos no sábado. “O Paysandu quis o cumprimento da tabela. Realmente nós queríamos a mudança dos dois jogos para o domingo, porque o Paysandu viaja uma semana e o Remo na outra. Acho que as duas equipes seriam beneficiadas, mas como não houve acordo, hoje ficou definido no sábado e o Paysandu está satisfeito”.


Favoritismo, você não é bem-vindo!


Sem dúvidas a sanar, finalmente os jogadores de Paysandu e Remo podem concentrar-se no jogo de sábado. No caso dos bicolores, dois resultados iguais classificam o time para a final do segundo turno e, para isso, o time completo estará á disposição do técnico Lecheva. Tamanha facilidade não esconde a preocupação com o favoritismo imediato, que, segundo os atletas, foi um dos responsáveis pelo fracasso azulino no primeiro turno.


“Todo mundo fala que somos os favoritos, mas não vejo assim. No primeiro turno eles estavam melhores e levamos o turno. Acho que nos clássicos as forças se igualam. Espero que a gente vença, seja mais atento nos detalhes e consiga sair na frente na semifinal”, opina o goleiro Paulo Rafael. A vantagem realmente foi muito festejada pelos azulinos, que caíram na final depois de uma vitória apertada no primeiro clássico do ano.


Depois de levantar a taça no primeiro turno, o Paysandu seguiu invicto, mas esbarrou no número de empates, três, que lhe valeu a primeira colocação, dada ao Paragominas. Esses detalhes acabam forçando o time a se concentrar em si próprio e não no adversário, que joga no quarta-feira, contra o Flamengo e retorna na sexta, véspera do jogo.


“Eu prefiro falar mais da gente. Temos uma semana boa para trabalhar, então temos que focar aqui no nosso, fazer bem pra quando chegar no jogo sair com o resultado positivo”, garante Heliton.


A missão é ampliar a vantagem


A semana de trabalhos no Paysandu começou movimentada. Após a decisão da Federação Paraense de Futebol, em conjunto com as quatro equipes semifinalistas, sobre as datas e os horários das partidas de ida, foi a vez do grupo voltar a campo com força total, já de olho na primeira partida, marcada para o sábado (20), às 18h30, no Mangueirão.


O plantel bicolor teve dia corrido, com trabalho em dois períodos. Pela manhã os atletas participaram de um treino técnico, na Curuzu. À tarde, parte do grupo foi para academia, enquanto outro grupo permaneceu no estádio bicolor para treino físico. A preocupação da comissão técnica do Papão é colocar os jogadores em ritmo adequado, mesmo sabendo da dificuldade que o adversário irá passar, devido viagem no meio da semana para encarar o Flamengo em Volta Redonda.


“Vamos tentar nos aproveitar disso. O Remo joga na quarta e viagens sempre desgastam. Mas, isso poderia ter acontecido com a gente se não tivéssemos eliminado o jogo da volta da Copa do Brasil. E, do mesmo jeito, iríamos a campo com muita vontade, o que deve acontecer com o Remo”, ressalta o volante e capitão Vanderson, que não vê a hora de pisar no gramado do olímpico. “A torcida está com saudade de ver o time em campo e acredito que vai ser assim no final de semana, com casa cheia”.


A dificuldade prevista para o adversário não funciona exatamente como um estímulo, mas na visão dos jogadores serve de resposta a um acordo inicialmente pleiteado pela diretoria do Paysandu, que tinha por objetivo deslocar os dois jogos para o domingo, evitando prejuízo para ambos. “Temos que lembrar que antes o Remo não aceitou adiar a partida porque nós é que estaríamos desgastados. A diretoria tentou mudar o jogo e o Remo não aceitou, agora o Paysandu achou melhor manter o clássico no sábado”, relembra o goleiro Paulo Rafael.


(Diário do Pará)

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