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Vandick descarta mudança e quer jogo no sábado

segunda-feira, 15/04/2013, 07:24 - Atualizado em 15/04/2013, 08:14 - Autor:


Caso o Campeonato Paraense não tivesse sido suspenso por uma semana, o primeiro jogo entre Remo e Paysandu, válido pela semifinal, cairia no penúltimo sábado (6), logo após o Leão ter perdido para o Flamengo (3), em pleno Mangueirão. A diretoria azulina entendeu que o período curto de preparação poderia prejudicá-los contra o maior rival, mas a partida acabou suspensa. 


Porém, o retorno do campeonato nesta semana deu aos azulinos a “volta do anzol”. No último dia 10, o Paysandu enfrentou o São Raimundo (RR), em Boa Vista, e venceu por 2 a 0, eliminando o jogo de volta. Agora, sem impedimento para o campeonato voltar, o primeiro clássico deve ser marcado para o sábado (20), três dias depois do Leão jogar a volta contra o Flamengo. Foi a oportunidade perfeita para a direção bicolor dar o troco. 


“Eu mesmo procurei o Pirão (Zeca Pirão, vice-presidente do Remo) e propus que fizéssemos os dois jogos no domingo, isso sem saber o resultado do jogo do Paysandu e sabendo que o Remo jogaria na próxima semana. Na semana seguinte, o beneficiado não seria o Remo, que joga contra o Flamengo, ou seja, seria benefício para ambos os jogos domingo. Agora, o Paysandu já não tem jogo na semana e não aceita jogar domingo, e sim de acordo com a tabela”, garante o presidente Vandick Lima.


A Federação Paraense de Futebol (FPF) convocou uma reunião para hoje, com os quatro semifinalistas (Paragominas, Paysandu, Remo e Tuna) para definir as datas. Vandick, no entanto, garante que mesmo discordando da posição do vice-presidente do maior rival, a relação entre os “titãs” do futebol paraense se mantém cordial.


“O Pirão é gente boa, meu amigo, e está procurando defender o lado do Clube do Remo, como eu aqui defendo as cores do Paysandu. Então, como não temos nenhum compromisso no meio da semana, não tem por que a gente aceitar a mudança do jogo para domingo”.


Eventos já estão sendo programados


Em meio a polêmicas no futebol paraense, o Paysandu mostra que está se organizando como nunca, e de olho na contagem regressiva para o centenário do clube, em 2014, a diretoria já planeja uma série de eventos a serem iniciados no próximo dia 24, com um jantar na sede social em homenagem ao maior feito da história do clube: a participação na Taça Libertadores da América.


“Nesta data, faremos um jantar em homenagem aos 10 anos da histórica participação do Paysandu na Taça Libertadores, um feito que merece ser homenageado de todas as maneiras”, esclarece Vandick, dando mais detalhes sobre o que está por vir na sequência. “Já no dia 25, nós vamos fazer o lançamento da camisa para a torcida. Vamos colocar 600 convites na sede. Não paga nada, mas o torcedor terá que adquiri-lo, justamente por ser um evento concorrido. A torcida inteira quer ver a nova camisa do Paysandu com a Puma”.


Além das duas datas, no dia 27, está programada uma partida comemorativa para homenagear a audaciosa equipe integrada pelo próprio Vandick, que derrotou o Boca Junior em plena La Bombonera. A confirmação do jogo, porém, depende da reunião dos clubes semifinalistas com a FPF. “Se o jogo do Paysandu contra o maior rival for marcado para esta data, acho que inviabiliza o festejo. Então, achamos prudente que mude, mas não podemos deixar de homenagear aqueles jogadores”, conclui Vandick.


A força desse time vem do conjunto


Logo após a decisão do Santa Cruz de Cuiarana de retirar a ação movida contra a Federação Paraense de Futebol (FPF), na última sexta-feira, a comissão técnica do Paysandu programou imediatamente um treino coletivo para a manhã seguinte, já imaginando que no final desta semana o clássico tem quase a garantia de ocorrer, faltando apenas definir se no sábado (20) ou domingo (21).


No trabalho, o técnico Lecheva priorizou a formação titular dos últimos jogos, juntamente com as mudanças que vem fazendo habitualmente no segundo tempo. Exceto por Pablo, que substituiu Rodrigo Alvim na lateral-esquerda, a onzena seguiu sem grandes mudanças. Paulo Rafael; Yago Pikachu, Raul, Diego Bispo, Pablo; Vandereson, Capanema, Djalma, Eduardo Ramos. Na frente, Iarley e João Neto fecharam o ataque.


Em seguida, Lecheva mexeu na defesa. Thiago Costa entrou no lugar de Bispo e Esdras substituiu Vanderson. No meio-campo, Alex Gaibu entrou na vaga de Djalma e no ataque, Rafael Oliveira substituiu Iarley, autor dos dois gols contra os reservas. Apesar das mudanças seguirem um caminho típico e já conhecido, a identidade do grupo, na visão do treinador, faz com que a equipe não se torne previsível.


“Desde que me entendo como atleta, treinador e torcedor, os grandes clubes vitoriosos no futebol, o torcedor sabia a escalação do time. Isso dá um corpo, um conjunto grande. É importante os atletas sabem como o companheiro joga. Isso aconteceu no tempo áureo. A gente buscou isso sempre, dar essa identidade”, garante, sem esconder a felicidade por ter novamente o Parazão como meta.


“Agora estamos mais tranqüilos. Já podemos nos programar efetivamente, sabendo quando vamos jogar, se bem que ainda tem essa questão do jogo ser no sábado ou domingo, mas o importante é que o jogo vai acontecer e já estamos focados nele. Nesta segunda os trabalhos já voltam com força total para enfrentar o nosso maior rival e na esperança de sair com mais uma vitória”.


(Diário do Pará)

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