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Parazão

Parazão está indefinido e desrespeita o torcedor

sábado, 06/04/2013, 06:16 - Atualizado em 06/04/2013, 06:16 - Autor:


Para quem estava cansado das notícias de tapetão e bastidores nas últimas semanas do futebol paraense, agora chegou a hora de enfastiar de vez. Quando parecia que a poeira havia sentado e teríamos uma semifinal eletrizante da Taça Estado do Pará, com um Re-Pa de um lado e um duelo entre uma tradicional agremiação e a mais nova da competição do outro, eis que surge uma notícia para desmoralizar completamente a competição – o Campeonato Paraense está (teoricamente) suspenso!


Segundo liminar obtida pelo Santa Cruz junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a bola não irá rolar até o julgamento dos recursos emitidos pela equipe da região do salgado. Para aumentar a confusão, até o fechamento da edição, a posição da Federação Paraense de Futebol era de afirmar que não havia sido notificada em tempo hábil e, por conta disso, os jogos seriam realizados normalmente. A não ser que a federação fosse notificada de forma oficial antes dos jogos, situação que os (ir)responsáveis não sabem prever se pode ocorrer.


Após um campeonato de um primeiro turno praticamente impecável, emocionante e envolvente, que trouxe o torcedor animado de volta às arquibancadas, com a melhor média de público do país, eis que o segundo turno nos brinda com nova disputa nos tribunais e mancha uma competição que tinha tudo para ser uma das mais memoráveis dos últimos anos.


Menos de 24 horas antes da realização de um Re-Pa, o Clássico Rei da Amazônia e principal patrimônio do futebol paraense, brindamos o torcedor com um grande ponto de interrogação – o jogo pode ser realizado ou não. E mesmo sendo realizado, em face da judicialização da competição, não há garantias que os resultados serão válidos. Um verdadeiro afronte com o torcedor e, principalmente, com a própria história centenária da competição.


Acompanhe conosco como se desenvolveu a atual situação do campeonato. Confira também o que as partes envolvidas têm a declarar e o que podemos esperar do campeonato daqui em diante.


FPF minimiza atraso na entrega de laudos e “garante” a rodada


No olho do furacão, a Federação Paraense de Futebol teve de lidar ao longo do dia com constantes ameaças de suspensão da competição. Sobre a ação movida por um suposto torcedor do Santa Cruz de Cuiarana, a entidade não chegou a se pronunciar, aguardando o julgamento da juíza da comarca que indeferiu o pedido. Já sobre a recomendação do Ministério Público da suspensão da rodada e a liminar do STJD com o mesmo efeito, a entidade se pronunciou, após apreciação da sua diretoria.


O diretor técnico da FPF, Paulo Romano, confirmou que os laudos dos estádios Souza e Mangueirão não haviam sido entregues à FPF, mas, como o promotor Domingos Sávio daria plantão neste sábado pela manhã, afirmou que os documentos seriam entregues em tempo hábil e isso não prejudicaria a rodada. “Na realidade o único laudo que nos falta é o da vigilância sanitária do estádio do Souza. A direção do clube afirmou que nos enviaria até a manhã desse sábado. Caso não haja a entrega do documento a única mudança que deve ocorrer na tabela é a mudança do local da partida entre Tuna e Paragominas, passando do Souza para o Mangueirão”, explicou Romano.


Quando perguntado acerca da liminar do STJD, Romano afirmou que a entidade não havia sido notificada a respeito. Após reunião com cúpula da federação, o vice-presidente José Ângelo Miranda reafirmou que a rodada deste final de semana está mantida. 


“Eu tomei conhecimento dessa decisão do STJD através das redes sociais. Até o final do expediente não havíamos recebido nada na FPF e no site oficial do Tribunal nada consta que comprove essa ação. Como a FPF não tem expediente sábado, teoricamente a rodada está mantida, mas não sabemos se podemos ser notificados de alguma outra forma”, disse José Ângelo Miranda. 

DESORGANIZAÇÃO


Segundo o promotor Domingo Sávio, o Ministério Público aguardou o envio dos laudos pela federação o dia todo. “É lamentável ver isso acontecendo. Nós fizemos o possível para não acontecer nada disso. Mas o artigo 23 do Estatuto do Torcedor é bem claro no quesito segurança. Ontem (quinta-feira) tivemos a reunião de preparação para o Re-Pa, chamamos o Guilherme (representante da FPF) e explicamos que eles não tinham enviado os laudos dos estádios. Pedimos que enviassem até a manhã de hoje (ontem), o que não foi feito até agora (à noite, depois das 19h). Isso passa a ideia de uma grande falta de organização no futebol paraense”, contou o promotor.


(Diário do Pará)

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