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Thiago Galhardo não esconde que quer a camisa 10

sexta-feira, 05/04/2013, 06:32 - Atualizado em 05/04/2013, 06:32 - Autor:


O meio-campista Thiago Galhardo teve que ficar de longe, só assistindo o seu Clube do Remo jogar contra o Flamengo, na noite da última quarta-feira. Suspenso da partida por uma punição aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), só restou ao meia torcer. Mas, a figa não foi capaz de impedir a derrota azulina por 1 a 0. 


Galhardo, que nasceu no Rio de Janeiro, falou sobre a sua recente função. “Sou profissional e queria ter participado do jogo (contra o Flamengo). No momento, sou torcedor do Clube do Remo e fiz o meu papel”, diz ele, que não considerou que a equipe jogou mal na derrota para o Mengo. “O Rafinha (meia-atacante) fez o Flamengo ganhar com aquele raro lance. Mérito todo dele, mas acho que poderíamos ter ganhado também”, analisa. 


Como já cumpriu a suspensão do STJD, Galhardo aguarda o jogo de volta, dia 17 de abril. “Galhardo quer voltar. Estou treinando bem e quero novamente pegar a camisa 10, respeitando muito os companheiros, claro. O (Diogo) Capela e o Clébson estão fazendo um bom trabalho e, se o professor (Flávio Araújo) optar por mim, vou ficar muito feliz. Estou na minha melhor forma física e pronto para atuar os 90 minutos”, garante.


Entretanto, antes disso, Galhardo precisa recuperar seu prestígio diante do torcedor, que ficou debilitado nos últimos jogos, quando o meia não apresentou um bom futebol. Na sua auto avaliação, o problema foi detectado. “No primeiro turno, acabei me sobressaindo, não apenas pelas minhas atuações, mas também pelo bom desempenho do grupo. Já quando o conjunto vai mal, ninguém aparece. Isso é normal no futebol. Por eu chamar a responsabilidade e usar a camisa 10, as críticas chegam e a marcação começa a ficar mais pesada”, avalia.


Sobre o Re-Pa de sábado, Galhardo evita lembrar das derrotas anteriores para o rival. “Não vejo como revanche, mas como um jogo muito importante porque se o Remo perde, Belém vem abaixo”, lembra.


Há duas pedras no teu caminho


Para o desafio contra o Paysandu, além da pressão pela vitória, o Clube do Remo enfrenta mais dois problemas: o elevado número de jogadores com dois cartões amarelos e o desgaste físico. 


Nove jogadores estão pendurados com dois cartões amarelos. Desses, apenas o meia Diego Ratinho não é considerado titular. A lista é completada por: Fabiano, Carlinho Rech, Mauro, Walber, Gerônimo e o trio de atacantes, Fábio Paulista, Val Barreto e Leandro Cearense.“A gente tem que jogar como mesmo empenho, independente de cartão”, considera Thiago Galhardo. 


Outro problema que pode atrapalhar os azulinos é o desgaste físico. Enquanto os bicolores tiveram uma semana sem jogos, o Remo, como menos de uma semana da última rodada de classificação do segundo turno, teve que enfrentar o Flamengo, anteontem, pela Copa do Brasil. O curto espaço de tempo entre as partidas, inclusive, já é sentido por parte do grupo. As caibras estão atrapalhando os jogadores. Contra o Flamengo, Val Barreto pediu para sair.


“Nossa preparação física tá muito boa, não tem o que reclamar do trabalho do professor Pedro (Henrique, preparador físico). Acho que o curto tempo de espaço entre os jogos e o fato de alguns jogadores não estarem acostumado a jogar os 90 minutos, como o Val, é o que dificulta”, diz Galhardo. 


Reapresentação


O elenco se reapresentou na tarde de ontem dividido em dois grupos, após a derrota de 1 a 0 para o Flamengo, na Copa do Brasil. No estádio Baenão, jogadores que não participaram do jogo os 90 minutos fizeram um mini-coletivo sob o comando do técnico Flávio Araújo. Já os titulares foram até a piscina da sede social do clube, no bairro de Nazaré, para trabalho regenerativo, sob supervisão do fisiologista Divaldo Souza.


O próximo Re-Pa tem caráter decisivo para os azulinos e pode levar o clube do céu ao inferno. “Se não fomos para a final, vamos ter que torcer para o nosso rival ser campeão, o que nenhum de nós e muito menos o nosso torcedor quer”, confessa o meia Thiago Galhardo. 


Para a partida derradeira, o técnico Flávio Araújo tem praticamente o time todo à sua disposição. O único desfalque certo é do zagueiro Zé Antônio, suspenso. Como Flávio não deve alterar o 3-5-2, Mauro é quem assume o posto. “Eu já tenho a equipe que enfrenta o Paysandu na minha cabeça, mas, como estratégia, vamos divulgar só no dia do jogo”, adianta Araújo.


Clássico voltará a ter árbitro local


Desde a definição do duelo entre Remo e Paysandu em uma das semifinais da Taça Estado do Pará, ficou no ar a questão acerca da arbitragem das partidas. Os diretores azulinos afirmaram que não haveria problema em jogar com uma arbitragem local, enquanto diretores bicolores davam declarações preferindo uma arbitragem Fifa, como foi nos últimos três encontros. 


A expectativa nessa quarta-feira era de um sorteio entre um trio formado por árbitros Fifa e um por árbitros do quadro regional, mas uma declaração de última hora do departamento de arbitragem da CBF, avisando que não havia disposição de árbitros Fifa para esse final de semana, mudou os planos. Remo, Paysandu e o departamento de arbitragem da FPF se reuniram na tarde de ontem e optaram que, pelo menos para o primeiro jogo, a arbitragem será local. O arbitro sorteado para mediar o duelo foi Joelson Silva dos Santos, auxiliado por Ricardo Coimbra e Hélcio Neves.


O retrospecto recente de Joelson inclui a arbitragem do jogo Paragominas 1x0 Remo pela quinta rodada do segundo turno e o jogo Paysandu 6x1 São Francisco nas semifinais do primeiro turno. Se o retrospecto do árbitro este ano parece dar sorte ao Paysandu, para a superstição azulina conta o fato do clube ter vencido um único Re-Pa com arbitragem local esse ano – Remo 2x1 Paysandu, no 1º turno.


(Diário do Pará)

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